Após frustração olímpica, skatista Nyjah Huston fala sobre saúde mental

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Fenômeno do skate mundial, o americano Nyjah Huston, um dos favoritos ao ouro olímpico no skate street, terminou na penúltima colocação geral do skate street. Huston, que aos 26 anos, foi considerado pela ESPN Magazine como o único skatista profissional que mudará o curso do esporte na próxima década, aproveitou a situação para abordar um tema importante e ainda pouco discutido nos esportes: saúde mental.

Em um post em seu Instagram, ele disse aos seus 4.8 milhões de fãs que sente muito e ficou chateado por não ter se saído melhor.

Natural ou sobrenatural? Conheça a história de Nyjah Huston - HARDCORE
Nyjah Huston

“Eu sinto que decepcionei muitas pessoas. Para toda a minha família, amigos, fãs e todos que estavam torcendo por mim lá fora, eu amo vocês, porra! Grande parabéns para Yuto e todos os meninos! Ter a chance de andar de skate representando o meu país foi uma verdadeira honra. Tive muitos momentos altos em minha carreira ao longo dos anos, mas também tive alguns momentos muito baixo e é algo que sempre lutei mentalmente e tentei ser melhor. Eu sou humano e lidar com toda a pressão e expectativas realmente não é fácil às vezes. Eu também sou muito competitivo e a desvantagem disso é ser muito duro comigo mesmo quando não ando bem de skate. Como dias depois de competições, quando eu simplesmente não quero falar com ninguém e repetir tudo que fiz de errado continuamente. Ou tomar um gole de álcool no quarto do hotel sozinho depois de uma perda, pensando que isso tornaria as coisas melhores. A saúde mental é tão importante! Vou continuar a trabalhar para ser mais feliz e grato por estar nesta posição de viver o meu sonho de ser um skatista profissional. Porque no final das contas… Eu não ando de skate para ser o melhor, ou para ser famoso, ou ganhar dinheiro, ou ser um atleta olímpico. Eu patino porque amo isso e é a coisa mais engraçada do mundo,” escreveu Huston.

 

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Huston, o número 1 do mundo no skate de rua, ficou em sétimo lugar no evento de sábado, 24/7, após não acertar nenhuma de suas últimas quatro manobras na apresentação de melhor manobra. O primeiro lugar ficou com o japonês Yuto Horigome, em segundo ficou o brasileiro Kelvin Hoefler (que conquistou a primeira medalha para o Brasil) e o bronze ficou com o americano Jagger Eaton.

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Nijah Huston já venceu sete medalhas de ouro nos X-Games e ganhou o prêmio de “Melhor Atleta de Esportes de Ação Masculino” nos ESPY Awards de 2013 e 2014 consecutivamente, e continua sendo a cara do skate em todo o mundo.

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Rayssa Leal e Letícia Bufoni. Foto: Wander Roberto/COB

Após o street masculino, foi a vez das mulheres do street darem show na apresentação que aconteceu no domingo, 25/7 (de Brasília), em um dia em que a gigante Rayssa Leal roubou a cena em Tóquio trazendo uma conquista história para o Brasil.

As outras duas integrantes do Time Brasil do skate street, Letífica Bufoni e Pâmela Rosa, terminaram, respectivamente, em 9º e 10º lugares.

A próxima aparição olímpica do skate será com o skate park feminino, na terça-feira, 3/8,  A classificatória inicia às 21h (horário de Brasília), enquanto a final ocorre à 00h20 (horário de Brasília), de quarta-feira, 4/8.

No park feminino, o Brasil é composto por Yndiara Asp, Isadora Pacheco e Dora Varella.  Dora Varella é a melhor posicionada no ranking, em 9º. Isadora Pacheco é a 11ª, enquanto Yndiara Asp está em 14º.


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