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Tubarão cospe braço tatuado em aquário na Austrália

Em 25 de abril de 1935, o Aquário Cooge em Sydney, realizava suas atrações rotineiras no local, mas foi durante a última apresentação (com um tubarão-tigre de 4,4 metros) que se iniciava uma das histórias de assassinato mais bizarras do mundo.

As pessoas, como de costume, estavam agrupadas na frente do grande aquário, para conseguir ver a estrela do momento, o grande tubarão-tigre. Mas o que ninguém esperava é que o tubarão vomitaria, ali na frente de todos, um braço humano com tatuagem de dois boxeadores lutando. Após gerar um medo generalizado em quem estava no local, detetives correram direto para o Aquário Cooge, para saber como um braço tatuado foi parar em um tanque de tubarão de aquário.

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A história parece uma lenda urbana, daquelas contatas de geração em geração, mas na época, o jornal Sydney Truth registrou a história como uma ”tragédia surpreendente – uma tragédia como Edgar Allan Poe nunca sonhou em sua ficção mais estranha”.

Mas foi graças a tatuagem e as impressões digitais do braço amputado, que o irmão da vítima conseguiu identificar a parte do corpo, como sendo do braço esquerdo de James “Jimmy” Smith, um boxeador amador de 45 anos, que trabalhava em um bar de bilhar no centro da cidade Sydney.

O que se descobriu depois é que Jimmy não era um cara muito honesto, e tinha ligações com o crime da cidade, principalmente com o empresário Reginald Holmes. Foi através do empresário que James se envolveu no negócio lucrativo de utilizar barcos para traficar drogas na costa de Sydney. Mas a relação dos dois ficou abalada, quando a dupla teve um desentendimento por causa de um golpe ligado ao naufrágio de um cruzador de recreio chamado Pathfinder.

tubarão vomita braço humano tatuado em aquário
Foto: Alexius Sutandio / Shutterstock.com

Na época, meados de 1930, a Austrália estava começando a sentir o impacto da Grande Depressão. Sem dinheiro e com a relação entre seu ex-sócio comercial um pouco abaladas, Jimmy fez ameaças a Holmes, chantageando-o e as tensões começaram a aumentar dentro da rede criminosa.

O rapaz foi visto pela última vez em 7 de abril de 1935, no Cecil Hotel em Cronulla, onde foi flagrado bebendo e jogando cartas com um homem chamado Patrick Brady. Depois de algumas horas, ambos voltaram para uma pequena cabana alugada por Brady.

Posteriormente, um motorista de táxi disse à polícia que havia levado Brady da Tallombi Street até a rua onde o empresário morava. O motorista relatou aos detetives que Brady estava muito nervoso e parecia esconder algo debaixo da jaqueta.

Três semanas depois que o tubarão-tigre surgiu com o braço de Jimmy na boca, Brady acabara de ser preso pela polícia, como suspeito de assassinato. Em 20 de maio, Holmes estava super abalado com os acontecimentos, pegou uma lança e foi para o porto de Sydney. Lá o empresário ficou super bêbado e tentou se matar, mas acabou sobrevivendo.

Depois de entrar em pânico e ver que a polícia estava em sua cola, Holmes acelerou a lancha e começou a fugir da polícia até que por fim, acabou se entregando.

Depois de se recuperar, Holmes contou sua versão da história para a polícia, dizendo que Brady havia matado Jimmy e o esquartejado, deixando apenas o braço para fazer ameaças a ele. O corpo havia sido colocado em um baú e dispensado na Baía de Guannamatta, uma marca registrada e conhecida pelos criminosos locais na década de 1930, como a “despedida de Sydney”.

O empresário disse que contaria sua história na frente de um juiz, mas na manhã do julgamento, ele foi encontrado morto em seu carro, com três buracos de bala no peito. Sem o depoimento principal, o processo judicial não foi levado adiante, e Brady saiu em liberdade. Até hoje, ninguém foi acusado do assassinato de James “Jimmy” Smith.

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