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“Muitos pretos não tem patrocínio e sempre surfaram melhor que nós,” diz Rodrigo Sino

Quando alguém como o surfista santista Rodrigo Sino decide contar histórias, você sabe que será intenso e empolgante, no mínimo. Recentemente ele foi entrevistado em um podcast que rendeu uma hora e vinte minutos de conversa, e foram muitas as histórias que ele contou acerca de suas vivências no surf.

Como os bastidores do ingresso de Gabriel Medina no surf profissional – clica aqui para ler em detalhes e mais algumas pérolas de suas 22 temporadas de Havaí; enfim, Rodrigo Sino pegou muita onda e também vivenciou muito do mainstream do surf.

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Ele também contou sobre a épica sessão em Nias durante o swell do Muzza [o qual publicamos na HARDCORE #309]; surf na piscina de ondas e o apadrinhamento de Filipe Toledo, além da pior vaca de sua vida e qual a única condição que lhe faria surfar Nazaré.

No final, Sino tocou em um ponto que raros são os surfistas que falam a respeito, que é sobre o preconceito presente na comunidade do surf e isso nos chamou muita atenção. Foi logo após responder à pergunta se há hipocrisia no surf (assista no corte feito, no vídeo abaixo) e aí ele começa falar sobre os QI’s do surf e inclusive dá um exemplo claro da questão discriminatória.

“Tem muito QI no surf. Nem sempre o melhor surfista tem o melhor patrocínio; muitos pretos não tem patrocínio e sempre surfaram melhor que nós. Nunca ganhei do meu parceiro Gilmar Silva, eu sempre tive os patrocínios e ele nunca teve os patrocínios foda.”

 

Para Sino, algumas coisas mudaram quando ao comportamento egóico no surf, mas mesmo assim, as coisas no surf não são tão verdadeiras quanto no skate.

Assista ao podcast com Rodrigo Sino na íntegra abaixo:

 

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