Luel Felipe e Alejo Muniz são os últimos representantes brasileiros no Hawaiian Pro, que avançou até as quartas de final nesta 5ª em Haleiwa

Por Redação HC

Em mais um dia de grandes direitas em Haleiwa, o Hawaiian Pro avançou até as quartas de final. Luel Felipe (foto de capa) e Alejo Muniz foram os únicos brasileiros que conseguiram avançar até esta fase da competição, que viu ao longo do dia eliminações de Ian Gouveia, Jadson André, Caio Ibelli, Tomas Hermes, Deivid Silva, Michael Rodrigues e Jessé Mendes — este último, o atual campeão da Tríplice Coroa Havaiana, que vai precisar de bons resultados em Pipe e Sunset para defender o título.

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Alejo passou por duas baterias no dia, rounds 3 e 4, como um símbolo de superação. Na primeira delas, venceu o duelo particular com Jadson André, e os dois eliminaram Griffin Colapinto e o jovem talento havaiano Eli Hanneman. Na rodada seguinte, em maior sintonia com o mar, ele somou 15 pontos, para passar atrás do português Frederico Morais — um dos destaques do dia — e eliminar os goofy-footers Nat Young e Ryan Callinan.

Após romper o ligamento do joelho pela segunda vez no início deste ano e passar quase todo o ano sem competir, ele tem poucas chances de se qualificar ao CT — precisaria algo próximo de duas finais. Mas os pontos que conquistou em Haleiwa já devem bastar para ele se classificar para os campeonatos de 10 mil pontos em 2020. Na próxima temporada e neste campeonato, em que ele ainda pode ir mais longe. Quem sabe até onde?

Luel Felipe protagonizou o momento mais emocionante do dia. Após vencer no round 4, garantir um dos melhores resultados de sua carreira e ficar um pouco mais próximo de uma sonhada vaga na elite mundial, o pernambucano correu para dar um beijo em seu pai, que assistia emocionado na areia. Luel havia ficado em primeiro em sua bateria, à frente de ninguém menos que Kelly Slater.

“Os campeonatos, as baterias, isso passa, um dia eu vou me aposentar e isso tudo vai passar. Mas esse dia, esse momento eu não vou esquecer nunca mais”

“Os campeonatos, as baterias, isso passa, um dia eu vou me aposentar e isso tudo vai passar. Mas esse dia, esse momento eu não vou esquecer nunca mais”, disse Luel, emocionado, em sua entrevista após a vitória.

Ele desenhou arcos longos e amplos, cravando toda a borda da prancha, para fazer um surf impecável nas paredes largas de Haleiwa. Dominou, praticamente do início ao fim, o duelo com Slater, o australiano Jacob Willcox e o guarujaense Caio Ibelli — estes dois últimos, eliminados.

O melhor surfista do dia foi o australiano Wade Carmichael, talvez o surfista mais power do meio competitivo atualmente. Ele moeu duas ondas com muita força e velocidade nas manobras, e costurando-as em uma linha sólida, sem hesitações, batidas de prancha ou movimentos em falso. A soma de suas notas rendeu 18 pontos (9,50 e 8,50), mas a verdade é que poderia ter sido mais.

Kikas e mais talento havaiano, Barron Mamiya, foram outros destaques do dia, que já tem implicações na briga pelas vagas no CT. O português se esforçou para conter a expectativa, mas a verdade é que este resultado o lança para mais de 20 mil pontos no ranking do QS — o que, segundo o assessor da WSL América Latina, João Carvalho, já garante a vaga na elite no ano que vem. De qualquer maneira, ele ainda segue na disputa e prefere aguardar a confirmação matemática. Barron também deve entrar no grupo dos atuais classificados com o seu resultado parcial, mas a verdade é que muita coisa ainda vai mudar até o final desta etapa e da próxima, a Vans World Cup, em Sunset.

É possível que o Hawaiian Pro seja encerrado nessa sexta (22). Fique ligado na transmissão aqui e acompanhe as próximas atualizações.

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