Recentes estudos revelam que as abelhas adaptaram sua relação com a água ao longo de milhares de anos e aumentaram sua taxa de sobrevivência
Por Redação HC
No último dia 18/11, um estudo foi divulgado pelo portal de ciência Proceedings of the National Academy of Sciences que explica um curioso fator que abelhas adquiriram ao longo de sua existência milenar: a capacidade de surfar. Assim como os surfistas, estes insetos, quando pousados na água, conseguem “remar” usando a aderência de suas asas.
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A experiência do “surf das abelhas” foi feita pelos pesquisadores da California Institute of Technology, que colocaram “para remar” 33 espécimes do inseto, individualmente. Os testes revelaram que o movimento realizado pelas abelhas é semelhante ao de um ser humano nadando na modalidade crawl: primeiro, as asas se curvam para baixo, gerando arranque; depois, viram para cima, impulsionando.
Foi constatado também que o nado das abelhas funciona por aproximadamente 10 minutos, sem cessar. O esforço é maior do que o ato de voar dos insetos e, mesmo assim, estes não conseguem se desvencilhar da água. A única escapatória então é nadar até uma superfície seca ou borda.
Os pesquisadores acreditam que essa adaptação das abelhas seja um fator único da espécie, já que esta tem uma relação com a água importante para o resfriamento das colmeias em dias quentes.
Confira abaixo um vídeo divulgado pelo canal Caltech que mostra um exemplar de abelha “surfando”:
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