A lista de qualificados via QS para o World Tour 2018 trouxe os mais variados perfis: nomes experientes e já conhecidos no circuito, como Willian Cardoso e Pat Gudauskas; surpresas, como Michael Rodrigues; jovens veteranos, como Jessé Mendes e Wade Carmichael; e aqueles que, afinal, fizeram o percurso mais ou menos esperado: explodiram cedo no QS, eram bem cotados e conseguiram logo sua vaga. Nesse último grupo entram Yago Dora e o californiano Griffin Colapinto.

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A expectativa sobre os desempenhos dos dois é muito parecida: ambos são considerados surfistas completos, com técnica e atitude em ondas de consequência, bom jogo de bordas e um repertório completo de manobras progressivas.

A principal diferença é que, enquanto Yago chega para somar esforços às já consolidadas credenciais de Medina, Filipinho e Mineiro para um título mundial, Griffin carrega a expectativa de um país que não briga pelo maior troféu desde Kelly Slater, uns quatro ou cinco anos atrás.

A seu favor, Griffin tem o aparente fato de não ser nem um pouco arrogante e de ser afeito ao trabalho duro dentro e fora d’água: escola Mick Fanning e Adriano de Souza de campeões mundiais.

Para além das potencialidades de cada um, sabemos que o jogo no WT é muito diferente daquele do QS. Não seria nenhuma surpresa ver Griffin (ou mesmo Yago) sofrendo em seu primeiro ano no circuito dos sonhos. Enquanto a peleja não começa, fica aqui o registro da expectativa – altíssima, tanto no edit da Billabong quanto no da WSL.

Quem vai ser o estreante do ano? A briga fica entre Griffin e Yago? Ou nenhum dos dois? Cabem no top 10? Vão disputar troféus das etapas? Perguntas que começam a ser respondidas a partir deste domingo, na Gold Coast.

Créditos da imagem de capa: Damien Poullenot/WSL