A Comissão Internacional da Baleia se reúne em Florianóplis (SC) desde a última segunda (10) para votar uma série de propostas referentes ao trato da espécie nos oceanos de todo o mundo. Entre as propostas mais polêmicas, está a da liberação da caça de baleias para fins econômicos, apresentadas pelo Japão.

Esta proposta deve ser recusada, já que foi aprovado, na manhã desta quinta (13), um reforço à proibição, pauta que seria votada antes da proposta japonesa. A pauta aprovada, chamada de Declaração de Florianópolis, deixa claro que a maioria dos países da comissão são contrários à liberação da pesca comercial – a votação deve acontecer por mera formalidade.

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Entretanto, a Comissão aprovou, na quarta, a caça de até mil baleias para fins de pesquisa ou sobrevivência de comunidades tradicionais em lugares como Rússia, Estados Unidos e Dinamarca.

Esta aprovação abre uma brecha para rituais como os das Ilhas Faroe, onde dezenas de animais são cercados e mortos na beira da praia pela população na prática conhecida como grindádrap – imagem de capa e abaixo do texto.

Além disso, também foi negada a proposta para criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Segundo o Instituto Socioambiental da Praia do Santinho, a proposta, apresentada por Brasil, Argentina, Uruguai, África do Sul e Gabão, foi negada pelos votos de países que sofrem pressões socioeconômicas do Japão.

Durante todo o encontro, organização de proteção ao meio-ambiente, como o Instituto Sociambiental e as ONGs Sea Shepherd e Surfers for Cetaceans (acima), estiveram presentes, protestando por um maior controle e pela total proibição da caça às espécies.

Para saber mais sobre o encontro e as decisões tomadas pela Comissão Internacional da Baleia em Florianópolis, leia aqui e aqui.

 

Texto: Redação HC
Imagem: reprodução/DolphinProject