Publicidade:

WSL confirma que não usará sistema de “dupla classificação”

Confirmando reportagem da Hardcore publicada na semana passada, Jessi Miley-Dyer, comissária de provas da WSL, veio a público endossar o recuo da entidade sobre a polêmica “dupla classificação” para o Championship Tour, que acabou por motivar os surfistas profissionais a assinarem um manifesto contrário à decisão.

Isso porquê, a WSL havia determinado que se um surfista que se classificasse duas vezes para o CT, terminando entre os 20 primeiros da classificação geral na temporada anterior no CT e encerrando a Challenger Series dentro da linha de corte, como por exemplo é o caso de Kanoa Igarashi entre os homens, a vaga deixada por ele no CS não seria preenchida pelo primeiro colocado do ranking abaixo da linha de corte, mas ficaria nas mãos da WSL, para ser entregue a um wildcard.

A pressão funcionou e a World Surf League voltou atrás. Em primeiro lugar, Jessi explicou que a regra já estava criada há algum tempo, ou seja, antes de a pandemia surgir, na altura em que foi anunciada a criação deste novo circuito. Contudo, só agora, com a competição em andamento foi possível verificar eventuais cenários e problemas que poderiam ser criados pela regra. “O objetivo seria usar esse wildcard para dar ao 13.º do ranking ou então a um surfista em seguida no ranking do CT e que tenha ficado de fora por lesão, por exemplo”, frisou.

Veja também:

+ LayBack Pro começa na Praia Mole

+ Lee-Ann Curren lança ‘Cadavre Exquis’

+ WSL volta atrás e descarta sistema de “dupla classificação”

Durante as provas na Europa tivemos imenso feedback por parte dos surfistas e pensamos que os argumentos que nos apresentaram foram justos. Tivemos boas conversas com os surfistas. Do nosso lado, compreendemos que esta regra criou algumas consequências que não eram desejadas, além de algum stress antecipado. Na realidade, nunca tínhamos visto como funcionaria a regra em tempo real e só agora estamos a perceber como funciona”, explicou Miley-Dyer.

wsl dupla classificação
Jessi Miley-Dyer, comissária de provas da WSL. Foto: Matt Dunbar / WSL

Contudo, depois de confirmar que este ano os 12 surfistas qualificados serão os 12 melhores do ranking, não incluindo duplas qualificações, a comissária de provas da WSL deixou a porta aberta a mudanças no futuro. “Depois de recebermos esse feedback percebemos que não era a melhor coisa a fazer este ano. Contudo, vamos tentar rever a regra e trabalhar em conjunto com os representantes dos surfistas para tentar encontrar uma melhor forma de a aplicar no futuro”, frisou.

Além disso, vale lembrar que ao contrário de anos anteriores, a WSL decidiu usar os dois wildcards de lesão de uma forma diferente. Com apenas Kolohe Andino recebendo o convite por conta de uma lesão, enquanto Owen Wright recebeu o wildcard por conta da medalha de bronze nas olimpíadas. Se fosse pela regra antiga, essa bonificação deveria ter sido concedida ao sul-africano Matthew McGillivray, que não competiu em 2021 por estar lesionado.

Receba nossas Notícias no seu Email

+Notícias