A segunda etapa de 10 mil pontos do circuito de qualificação da WSL em 2018 começou nesta segunda (30), no píer de Huntington, Califórnia, em condições péssimas. O primeiro dia do US Open levou apenas os homens para a água (entre as mulheres, o campeonato conta como etapa da elite). Foram realizadas as oito baterias do round 1 e as primeiras oito (de um total de 24) do round 2.

No round 1, Matheus Herdy e Marcos Correa venceram suas baterias, mas Samuel Pupo, Raoni Monteiro, Marco Fernandez e Krystian Kymerson foram eliminados. No round 2, Adriano de Souza, Jessé Mendes, Yago Dora (foto de capa) e Heitor Alves avançaram na segunda posição. Willian Cardoso, Marco Giorgi, Alex Ribeiro, Wiggolly Dantas e o próprio Herdy foram eliminados.

Os havaianos Josh Moniz e Keanu Asing fizeram as médias mais altas de um dia de competição, na média, muito difícil de se assistir.

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As condições forçam um questionamento sobre a quantidade de pontos – e consequentemente, a importância no ano e na carreira dos atletas – em jogo nas valas de Huntington. O circuito já teve etapas no Chile, México, África do Sul, todas em condições ou excelentes e/ou pesadas, ou no mínimo muito melhores que as de Huntington. Todas essas etapas tiveram pontuação de três mil pontos ou menos e praticamente nenhuma relevância no circuito se comparadas ao campeonato corrido nas ondas medíocres do alto verão californiano.

Sem contar o evento especial (mas já chancelado pela WSL) em Padang. Fora ele, o QS ainda terá etapas na Indonésia neste, em Nias e Sumbawa. Mas valendo mil pontos cada uma no circuito.

A pontuação e, principalmente, premiação que devem acompanhar um evento de 10 mil pontos do QS exigem patrocinadores de peso e grande estrutura, o que justifica, em partes, o fato das etapas mencionadas acima não terem peso tão grande no circuito. Mas a diferença não pode ser tão aberrante.

E Huntington não chega a ser exclusividade. A etapa de Sidney do QS, valendo 6 mil pontos (segunda mais alta do circuito), também foi decidida em condições que beiravam o insurfável.

É claro que não é possível garantir condições boas em todas as etapas, algo que costuma se ver normalmente mesmo no “circuito dos sonhos” da elite. Mas o caso de Huntington é uma etapa disputada anualmente, já há muito tempo, numa época em que a chance de o surf acontecer em condições minimamente decentes é quase nenhuma.

Em 2018, o circuito da elite pode desfrutar, pela primeira vez em alguns anos, de ondas boas ou ótimas em praticamente todas as etapas da primeira metade do ano. O que demonstra, além de um pouco de sorte, competência e bom trabalho da WSL e de seus comissários. Mas é importante que a mesma dedicação – ou pelo menos uma fração dela – seja empregada na busca das melhores condições possíveis nas etapas de maior peso do QS.

Vans US Open – masculino – resultados do 1º dia
1: Kei Kobayashi (USA) 13.17, Ryan Callinan (AUS) 12.04, Willian Cardoso (BRA) 11.90, Carlos Munoz (CRI) 11.70
2: Keanu Asing (HAW) 14.34, Heitor Alves (BRA) 14.30, Marc Lacomare (FRA) 13.06, Stuart Kennedy (AUS) 10.77
3: Reef Heazlewood (AUS) 13.17, Yago Dora (BRA) 11.50, Marco Giorgi (ARG) 10.14, Mikey Wright (AUS) 8.74
4: Ramzi Boukhaim (MOR) 13.86, Adriano De Souza (BRA) 13.83, Alex Ribeiro (BRA) 12.13, Mateus Herdy (BRA) 11.64
5: Kolohe Andino (USA) 12.63, Dion Atkinson (AUS) 11.63, Vasco Ribeiro (PRT) 11.37, Tomas King (CRI) 8.90
6: David Van Zyl (ZAF) 14.13, Jesse Mendes (BRA) 12.56, Josh Kerr (AUS) 12.80, Wyatt McHale (HAW) 10.50
7: Tanner Gudauskas (USA) 13.23, Lucca Mesinas (PER) 12.96, Wiggolly Dantas (BRA) 8.70, Matt Wilkinson (AUS) 8.70
8: Joshua Moniz (HAW) 14.57, Griffin Colapinto (USA) 14.23, Barron Mamiya (HAW) 11.74, Oney Onwar (IDN) 9.30

Baterias restantes do round 2:
9: Frederico Morais (PRT), Deivid Silva (BRA), Victor Bernardo (BRA), Joh Azuchi (JPN)
10: Ezekiel Lau (HAW), Jorgann Couzinet (FRA), Noe Mar McGonagle (CRI), Mitch Crews (AUS)
11: Ian Gouveia (BRA), Miguel Pupo (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Cam Richards (USA)
12: Luel Felipe (BRA), Bino Lopes (BRA), Thiago Camarao (BRA), Finn McGill (HAW)
13: Italo Ferreira (BRA), Hiroto Ohhara (JPN), Flavio Nakagima (BRA), Beyrick De Vries (ZAF)
14: Joan Duru (FRA), Jadson Andre (BRA), Gony Zubizarreta (ESP), Hiroto Arai (JPN)
15: Sebastian Zeitz (HAW), Peterson Crisanto (BRA), Kiron Jabour (HAW), Tanner Hendrickson (HAW)
16: Jeremy Flores (FRA), Ricardo Christie (NZL), Charly Martin (FRA), Mihimana Braye (PYF)
17: Michael Rodrigues (BRA), Seth Moniz (HAW), Soli Bailey (AUS), Cody Young (HAW)
18: Connor O’Leary (AUS), Jack Freestone (AUS), Mitch Coleborn (AUS), Matt Banting (AUS)
19: Patrick Gudauskas (USA), Ethan Ewing (AUS), Lucas Silveira (BRA), Brett Simpson (USA)
20: Conner Coffin (USA), Maxime Huscenot (FRA), Cooper Chapman (AUS), Parker Coffin (USA)
21: Kanoa Igarashi (JPN), Nat Young (USA), Aritz Aranburu (ESP), Timothee Bisso (FRA)
22: Tomas Hermes (BRA), Alejo Muniz (BRA), Ian Crane (USA), Marcos Correa (BRA)
23: Michael February (ZAF), Leonardo Fioravanti (ITA), Benji Brand (HAW), Hizunome Bettero (BRA)
24: Wade Carmichael (AUS), Evan Geiselman (USA), Davey Cathels (AUS), Kyuss King (AUS)