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Surfistas 50 + em Santos ganham força com aulas na Escola Radical de Surf

Em Santos, a Escola Radical de Surf, primeira escola pública de surf do Brasil, está quebrando barreiras ao inserir a população com mais de 50 anos no universo das ondas. Com 200 alunos entre 50 e 80 anos divididos em turmas de segunda e terça-feira, as aulas gratuitas, que acontecem no Posto 2 da Orla da Pompéia, têm proporcionado diversos benefícios na vida dos participantes.

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Antes de entrarem na água, os alunos realizam um ritual de preparação que começa com uma calorosa reunião entre eles, seguida por momentos para ‘instigar’ o surf com música rock and roll, e por fim, eles fazem um coro com o lema da escola: “aloha”, a saudação havaiana que simboliza o espírito do esporte.

Só depois de tudo isso que os participantes seguem em direção à água com as pranchas debaixo do braço – e a cena costuma chamar a atenção dos banhistas na praia.

Para as turmas maduras, não há tempo ruim que tire a vontade de aprender a surfar. Na última terça-feira (12), a cidade foi tomada por uma densa névoa que encobriu o céu, mas nem isso desencorajou os alunos a ficarem em casa.

O responsável pelas sessões de surf é o coordenador e professor, Francisco Alfredo Alegre Araña, carinhosamente conhecido como Cisco. “Cada um tem seu objetivo individual, uma vontade de aprender e superar coisas diferentes. Mas a nossa finalidade com eles é conectá-los com o amor. Se depender de mim, esse projeto sempre existirá para o bem dessas pessoas”, contou ele.

FOTO: KLEBER MOURA/PMS

Denise Dias, 67 anos, encontrou no surf uma forma de lidar com a dor do luto após a perda do marido há três anos.  “Me emociono ao lembrar que a perda do meu marido foi forte para mim, acabei me fechando para mim mesma. Esses anjos me salvaram e hoje distribuo sorrisos. O surfe foi o melhor caminho”

Claudemir Fernandes, 72 anos, novo na cidade, descobriu não apenas o surf, mas também novas amizades. Guiomar Costa, 60 anos, também destaca a forte amizade entre os participantes que transcende a praia. “Às vezes conversamos: Oi, estou precisando bater um papo. Vamos sair? Nos abraçamos e compartilhamos uma relação forte que está além da praia”, completou.

Após a aula prática, os alunos realizam um “mantra marinho” à beira-mar, com exercícios de respiração enquanto contemplam a natureza. Por fim, eles finalizam com um abraço em grupo.

Atividades como essas são a prova que não existe idade para começar um esporte novo ou fazer algo pela primeira vez. Por meio do surf, os alunos 50+ encontraram determinação para superar desafios pessoais e encontraram no mar uma fonte inesgotável de vitalidade. Juntos, eles compartilham risadas, amizades sinceras e muita força de vontade mostrando que o surf é um estilo de vida que pode transcender qualquer geração.

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