O imperialismo dos EUA tornou o surf um esporte olímpico, argumenta historiador

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Thomas Blake Earle, Ph.D, é professor assistente de história na Texas A&M University em Galveston (EUA). Na semana passada, ele escreveu um artigo de opinião no The Washington Post atribuindo a estreia olímpica do surf ao legado do imperialismo dos EUA.

Sua alegação é que, quando a “América Branca” descobriu a viabilidade comercial do Havaí para o agronegócio, eles começaram a traçar maneiras de aumentar as viagens americanas às ilhas do Pacífico, e assim garanti-las como um posto avançado imperial.

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No início do século XX, um dos principais atrativos era a oportunidade de surfar nas ondas, um “prazer supremo” em que se podia ser conduzido “tão rápido e suavemente pelo mar” nas palavras do capitão James Cook.

Dessa forma, a capacidade de vender a cultura do surf para americanos brancos se tornou tão popular que foi exportada globalmente nas décadas subsequentes.

Durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, os militares americanos se espalharam pelo mundo, e, em seguida, os turistas. Todos levaram consigo suas pranchas de surf, popularizando o esporte, vila costeira após a outra, ao mesmo tempo em que usavam a imagem do esporte para propagandear o “American way of life”, usando o surf como instrumento dessa guerra cultural.

Essa, argumenta Thomas Blake Earle, é a conexão entre o que vimos nas Olimpíadas e o imperialismo dos EUA.

O surfe, assim como as próprias Olimpíadas, não existiria como existe se as nações não usassem o esporte como ferramenta de relações internacionais”, alega o historiador.

Você concorda? Leia o artigo completo (em inglês) aqui.


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