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Nova vítima de Pipeline segue em recuperação na UTI

Austin Gibbons mudou para o Havaí há cerca de um mês com o sonho de se tornar um guarda-vidas e teve um desempenho muito bom no teste

No início dessa semana passou a circular entre a comunidade do surf no Havaí, e também na mídia especializada, a notícia de que mais um surfista havia se acidentado gravemente em Pipeline. Seu nome, idade e origem, Austin Gibbons, 25 anos, de Nova York, foram divulgados, mas os detalhes sobre ele e o incidente eram escassos. Sabia-se apenas que Gibbons foi hospitalizado em estado crítico, após ser encontrado inconsciente na água em Pipeline, e que havia sido resgatado por outros surfistas.

O acidente aconteceu na segunda-feira, dia 5 passado, data em que a WSL julgou que Pipeline, com ondas chegando a 12 pés, não apresenta condições ideais para a realização do Lexus Pipe Pro. A decisão gerou uma grande polêmica, já que bons tubos podiam ser surrados, ainda que fosse necessária uma longa espera para encontrar a onda certa num mar tão desafiador.

+Tsunami de críticas condena WSL por não ter colocado o Lexus Pipe Pro na água

Agora, com a publicação de uma matéria no jornal New York Newsday, que conta com o depoimento da mãe de Austin, Christine Gibbons, ficou esclarecido que, devido ao horário da ocorrência, próximo do anoitecer, os guarda-vidas locais já haviam encerrado seu turno e estavam no estacionamento do Ehukai Beach Park quando souberam que Austin estava inconsciente e precisava de ajuda.

Um comunicado da Honolulu Ocean Safety disse que os guarda-vidas iniciaram os procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar e, após várias tentativas, Austin recuperou o pulso. “Pela graça de Deus eles ainda estavam lá”, disse Christine ao jornal.

Christine voou de Nova York para Oahu na terça-feira para ficar com o filho. “Ela não revelou quais foram suas lesões por razões de privacidade, mas confirmou que ele está ‘melhorando’ a cada dia”, informou o Newsday. De acordo com a história, Austin mudou-se para o Havaí há cerca de um mês “para perseguir seu sonho de se tornar um guarda-vidas de Oahu e teve um desempenho ‘muito bom’ no teste” no final de janeiro. “Ele surfa desde os dois anos de idade”, disse Christine ao jornal.

Ela contou também que Austin estava “fortemente” envolvido na comunidade do surf em Long Beach, Nova York, de onde ele é. Antes de decidir pela mudança para o Havaí, o filho trabalhou em uma loja de surf, em uma escola de surf e com crianças com necessidades especiais, disse Christine ao Newsday. “Desde o acidente, a família de Gibbons ficou ‘sobrecarregada’ com mensagens de apoio de membros da comunidade e ela pediu orações contínuas”, informou o Newsday.

Resta ainda saber o que exatamente aconteceu com Gibbons. Tudo indica que ele era um surfista competente. Se perdeu a consciência num caldo prolongado, bateu contra o fundo, ou até mesmo se chocou com a prancha, só ficara esclarecido quando ele sair do hospital e vier a público contar mais sobre o ocorrido. Isso, caso lembre, pois em muitos casos semelhantes a memória do que aconteceu é apagada pelo trauma sofrido.

+João Chianca não competirá nas etapas de Pipeline e Sunset

A violência com que as ondas de Pipeline quebram sobre a rasa bancada de coral causou, somente em dezembro, cincos acidentes sérios. Ninguém morreu, mas faltou pouco. Entre as vítimas, o brasileiro João Chianca, quarto colocado no Circuito Mundial em 2023, também foi retirado do mar inconsciente. Até o momento o surfista de Saquarema não voltou a participar de competições, abdicando das duas etapas iniciais do ano.

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