26 C
Papeete
quinta-feira, 23 maio, 2024
26 C
Papeete
quinta-feira, 23 maio, 2024

Morre padre Ticão, líder da luta pela legalização da cannabis medicinal

Crédito da arte de capa: @zanonart / @designativista

Morreu na noite da sexta-feira (1), o padre Antonio Luiz Marchion, conhecido como padre Ticão, pároco da Paróquia de São Francisco de Assis, do setor Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo, onde liderou as lutas populares por décadas.

Ticão morreu aos 68 anos, por conta de problemas cardíacos. Durante 42 anos, ele foi sacerdote.

+ Maconha é 144 vezes mais segura que álcool
+ ONU retira maconha da lista de drogas perigosas
+ Se você fuma, aqui vai uma lista do que você precisa saber sobre o coronavírus  

O padre Ticão viveu uma vida de lutas: ele liderou lutas pela moradia e educação popular, pela legalização da maconha medicinal, da saúde popular e alternativa e defensor do aborto legal.

Nos últimos anos, Ticão dedicou-se aos temas vinculados à saúde popular e à construção de alternativas à medicina tradicional – ele era um crítico impiedoso da indústria farmacêutica.

Abaixo compartilhamos uma aula introdutória de Ticão com a Dra. Eliane Nunes, Médica Psiquiatra, Diretora da Sbec, sobre o Sistema Endocanabinóide e as Aplicações Clínicas da Cannabis Medicinal, realizada na Comunidade São Francisco de Assis, do Padre Ticão, em Ermelino Matarazzo. Assista:

O Hospital Santa Marcelina (HSM) Itaquera, onde ele estava internado, informou em nota oficial que “o paciente deu entrada na unidade na quinta-feira (31), em decorrência de uma arritmia cardíaca e o diagnóstico de edema pulmonar, permanecendo internado sob cuidado intensivo e cardiológico.

Na noite da sexta-feira (1) ele faleceu, após nova descompensação da arritmia cardíaca, seguida de parada cardiorrespiratória”.

Antonio Luiz Marchioni era seu nome civil, mas só era conhecido por padre Ticão. Começou a lutar ao lado do povo brasileiro ainda na década de 1970, em plena ditadura, apoiando greves de bóias-frias e de professores na região de Araraquara (SP). “No interior, me chamavam de comunista”, disse ele certa vez em entrevista à Folha de S. Paulo.

Na década seguinte, liderou a invasão, ao lado de membros das Comunidades Eclesiais de Base e pessoas da Zona Leste, do prédio da Secretaria de Estado da Habitação, para pressionar o então governador Franco Montoro (1983-87) a construir conjuntos habitacionais. Foi um grande apoiador das ocupações na região, muito antes da fundação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Abaixo você assiste na íntegra à entrevista com Ticão na qual ele afirma, entre outras coisas, a necessidade do cuidado pessoal com a saúde: “seja médico de você mesmo”. Também defende “a medicina preventiva, educativa, holística e integrativa”.

Descanse em paz, padre Ticão. Nós sentiremos a sua falta.

Receba nossas Notícias no seu Email

Últimas Notícias