John John Florence abre mão de cifra estimada em mais de 40 milhões de reais e rescinde acordo com a Hurley dois anos antes do fim do contrato

Por Redação

John John Florence apareceu para surfar na manhã desta segunda-feira (27) com uma prancha de bico branco — amarelo, no caso — , isto é: sem o adesivo da Hurley.

Segundo algumas fontes da imprensa internacional, o havaiano estaria insatisfeito com as decisões tomadas pela nova diretoria da marca: cortes na equipe e nos salários de quem ficaria.

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Florence recebia quatro milhões de dólares por ano no seu atual contrato com a marca, assinado em 2013. A revista Stab estima que, apesar de ter ainda 12 milhões de dólares para receber, ele tenha aceitado uma proposta de 2 milhões para encerrar imediatamente o vínculo.

A oferta teria sido equivalente à oferecida a demais surfistas do primeiro escalão marca que ainda teriam grandes somas a receber, como Julian Wilson — especula-se, inclusive, que o australiano pode assinar um contrato com a Lululemon, marca que recentemente patrocinou a etapa feminina do CT Honolua Bay.

A Hurley mudou de mãos no final de 2019. Desde 2001, a marca fundada por Bob Hurley pertencia à Nike. Os rumores ventilados ao longo do ano passado se confirmaram, e na virada de outubro para novembro a gigante mundial de sportswear confirmou a venda da Hurley para a Blue Star Alliance, um conglomerado de marcas de vestuário.

Tão logo os novos donos assumiram o controle, mudanças foram colocadas em prática. Michel Bourez, Carissa Moore e Rob Machado, por exemplo, não tiveram seus contratos renovados e, assim, foram desligados da marca assim que encerrou-se o ano de 2019.

Ainda segundo a Stab, advogados da Hurley passaram a buscar brechas contratuais para impor reduções de salário aos surfistas que ainda teriam vínculo com a empresa por mais tempo. Uma delas teria a proibição, pelo Comitê Olímpico Internacional, do uso do de logotipos da marca nas pranchas usadas nos Jogos Olímpicos.

A sinalização de marcas patrocinadoras poderia estar presente nas pranchas usadas nos jogos desde que elas fossem disponilizadas publicamente ao comitê olímpico com seis meses de antecedência aos jogos. Surfistas da marca teriam entrado em contato com seus shapers para viabilizar a situação, mas teriam sido “barrados” por um corpo-mole da nova direção da Hurley.

Um dos poucos surfistas a ter seu vínculo com a marca mantido praticamente inalterado é o brasileiro Filipe Toledo.

O atual número 4 do ranking do Championship Tour teria renovado com a Hurley, no início do ano passado, até 2024, com um salário anual de 600 mil dólares.

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