Freshwater Pro, etapa do CT que rola no Rancho de Slater e da WSL, dividirá atletas em seis baterias na primeira rodada. Entenda

Por Redação HC

A etapa de água doce do Circuito Mundial de Surf da WSL terá um formato diferente em sua segunda edição. A mudança foi anunciada há mais de dois meses, para falar a verdade, mas a notícia passou despercebida em meio às demais etapas do CT disputadas em ondas de verdade no oceano. Apenas agora, no aquecimento para o Freshwater Pro, atentamos para a novidade.

Em 2018, o formato era de um ranking único entre todos os surfistas no primeiro dia. Cada um tinha direito a surfar três esquerdas e três direitas, e a nota do ranking consistia na soma dessas duas. A WSL não explicou o motivo da mudança, então nós tentamos adivinhar: os primeiros dias foram de dar sono. Mas não só isso. Ele diminui a quantidade de ondas surfadas, ao todo, nas fases iniciais.

Baterias na 1ª fase e “enxugada” geral

Em 2019, os surfistas serão divididos em “baterias” de seis atletas (três baterias entre as mulheres, seis entre os homens) na primeira rodada.

Cada um surfa quatro ondas, em vez de seis — duas esquerdas e duas direitas. Avançam os dois melhores de cada baterias mais os outros doze melhores do ranking geral, no masculino, e as seis melhores no feminino.

O round 2 terá 24 homens e 12 mulheres. Os surfistas que estão nele tem o direito de surfar mais uma esquerda e uma direita para tentar melhorar suas ondas da primeira fase. Os oito melhores homens e as quatro melhores mulheres, contando a melhor esquerda e a melhor direita surfada até aquele momento, tanto faz se na primeira ou segunda fase, vão para a final.

Ou seja: doze homens e seis mulheres que não se classificam para o round dois farão uma entrada a menos na água. Um total de 36 ondas surfadas a menos. Considerando que o intervalo entre cada onda é de mais ou menos cinco minutos, a WSL economiza um total de três horas de ação na fase inicial.

Um dos problemas no formato é que um surfista pode ficar em 3º ou 4º lugar de sua bateria com uma nota mais alta do que alguém que ficou em primeiro ou segundo em outra bateria. Ele ainda pode se classificar como um dos 12 melhores na sequência do ranking geral, e a princípio parece muito provável que isso aconteça mesmo. Mas a chance de um “acidente” do tipo existe…

A final também será enxugada. Em 2018, as quatro mulheres e oito homens surfaram seis ondas cada (três direitas, três esquerdas) no dia decisivo. Em 2019, serão quatro ondas por finalista, duas para cada lado. Após essas quatro ondas, os Top 4 dos finalistas entre os homens e as Top 2 das mulheres ganham o direito de surfar mais uma onda para cada lado. Doze ondas surfadas a menos que em 2018, economia de 60 minutos nas finais.

Cada atleta soma a esquerda e a direita mais bem pontuadas, e que vença o melhor.

O Freshwater Pro acontece no Rancho do Surf que a WSL divide com Kelly Slater na cidade de Lemoore, interior da Califórnia, entre os dias 19 e 21 de setembro.

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