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Entenda como se formam as ondas da Laje da Besta

A rara e poderosa onda da Laje da Besta foi destaque nos principais jornais e programas televisivos do Brasil na última semana.

Também, pudera, muita gente não fazia ideia de uma onda tão poderosa existia ao lado de uma das mais importantes cidades do Brasil: o Rido de Janeiro.

As imagens de Lucas Chumbo, Pedro Scooby, Carlos Burle, Alemão de Maresias, Eric de Souza, Lucas Medeiros, Michelle des Bouillons, entre outros big riders, surfando ondas de cinco metros dentro da Baía de Guanabara mexeram com o imaginário dos brasileiros.

Muita gente se perguntou como nunca havia ouvido falar de uma onda tão incrível quebrando ao lado do Pão de Açúcar, entre outros cartões postais mundialmente conhecidos.

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O motivo é muito simples: a Laje da Besta é uma onda rara, que desperta somente em ocasiões raras e depende da combinação de uma série de fatores climáticos se formar.

Surfistas especialistas em ondas grandes, os Big Riders, passam meses monitorando sites de previsões marítimas e de tempo, à espera da “tempestade perfeita” potencialmente capaz de fazer ondas como a Laje da Besta despertar.

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“Esse tipo de ondulação grande assim é muito rara no Brasil. Os surfistas esperam essas condições acontecerem pra treinar e se preparar pra surfar em outros lugares que esse tipo de onda é mais comum.

Exige muito do surfista, precisa de um equipamento próprio, preparo psicológico e a grande diferença é que você precisa estar no lugar certo, na hora certa.

Por isso que a gente se especializa em leitura de mapas e previsão de tempo pra não perder oportunidades como essa”, revelou Carlos Burle, um dos maiores nomes do big surf mundial, em seu perfil no Instagram.

E como se formam as ondas da Laje da Besta? Em declaração ao site UOL, David Zee, oceanógrafo e professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), explicou que o ciclone que atingiu a costa do Rio aliado à morfologia da Baía de Guanabara ajudou na formação das ondas gigantes.

Como funciona a laje da besta
Localizada na entrada da Baía de Guanabara, que afunila a entrada do mar, a Laje da Besta depende da entrada de uma grande ondulação em sua direção. Foto: Reprodução / Google Maps

O especialista explica que é a combinação de dois fatores que faz com que a onda desperte:

“Primeiro, a entrada de uma frente fria muito próxima do litoral carioca, provocando ondas que vinham na direção Sul e Sudeste. Segundo motivo: a morfologia da boca da entrada da Baía de Guanabara que faz com que a onda se afunile exatamente em cima e uma laje fazendo com que [o local] perca profundidade e forme essa onda”, explica.

Ou seja, somente a combinação da chegada de uma ondulação muito poderosa e na direção certa será capaz de despertar a Laje da Besta com toda sua fúria.

No entanto, quando isso acontecer novamente, certamente grandes nomes do surf de ondas grandes do Brasil estarão nas águas da Baía de Guanabara, testando seus limites.

Assista abaixo ao vídeo do filmaker Henrique Pinguim com um registro muito interessante sobre a Laje da Besta durante um swell anterior ao da semana passada:

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