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Dono da Amazon doa R$500 milhões para recuperação de Maui

A destruição deixada pelos incêndios em Maui tem mobilizado uma onda de apoio, com milionários se unindo para auxiliar na recuperação. Lauren Sánchez e seu noivo, Jeff Bezos, o dono da Amazon, anunciaram uma impressionante doação de R$500 milhões para ajudar a reconstruir a ilha havaiana.

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Lauren Sánchez, jornalista vencedora do Emmy e pilota de helicóptero, compartilhou a notícia através de sua conta pessoal no Instagram, onde possui mais de 331.000 seguidores. O casal expressou estar “arrasado com o que está acontecendo em Maui” e destacou a importância tanto das necessidades imediatas quanto da reconstrução a longo prazo. Veja publicação:

Outros magnatas também ofereceram apoio. A apresentadora de talk show e empresária Oprah Winfrey foi vista distribuindo suprimentos no War Memorial Stadium em Maui, que foi transformado em um centro de evacuação. A atenção e o apoio dessas figuras públicas mostram a extensão do impacto dos incêndios e a urgência das ações de socorro.

Por outro lado, embora as doações generosas sejam importantes para a reconstrução da ilha, uma preocupação subjacente demanda um enfoque mais sensível. Trata-se da necessidade de se estabelecer uma estratégia abrangente para garantir que os nativos e residentes antigos não sejam forçados a vender suas terras para sobreviver nos próximos meses.

A triste realidade é que muitos perderam não apenas suas casas, mas também seus meios de sobrevivência. Ofertas de compra de terra já estão surgindo, representando um perigo real para aqueles que estão desesperados por auxílio imediato. A questão é como garantir que as doações milionárias possam ajudar diretamente aqueles que sofreram as consequências diretas do fogo.

Surfistas locais, como Albee Layer e Matt Meola, que têm raízes na comunidade de Maui, estão levantando preocupações importantes. Enquanto as autoridades governamentais e organizações sem fins lucrativos estão focadas na reconstrução, o processo muitas vezes pode ser burocrático e demorado, deixando os moradores em situação de vulnerabilidade enquanto aguardam.

A venda forçada de terras é, portanto, uma das maiores preocupações neste momento. Isso porque, a gentrificação, um problema há muito sentido no Havaí, pressiona os nativos e residentes de longa data a vender suas propriedades para sobreviver. A situação é uma ameaça a integridade das comunidades locais, onde a terra muitas vezes é um legado transmitido através de gerações. A elevada demanda por terras, aliada ao alto custo de vida, aumenta ainda mais o risco de que os residentes originais de Maui possam ser deslocados de suas próprias casas.

Além disso, antes mesmo dos incêndios devastadores, a ilha de Maui já estava se transformando em um reduto de multimilionários. O próprio Jeff Bezos, por exemplo, adquiriu uma propriedade por U$73 milhões em 2021, enquanto Oprah Winfrey também é proprietária de uma mansão na ilha. Essa crescente presença de magnatas pode agravar ainda mais a situação, tornando as terras mais disputadas.

Os surfistas Albee Layer e Matt Meola, entre outros, estão buscando formas de arrecadar fundos para ajudar os habitantes locais em suas necessidades diárias. Eles acreditam que, ao garantir que as pessoas tenham acesso a recursos essenciais, como alimentação e moradia temporária, é possível evitar que se vejam obrigadas a vender suas terras.

Além disso, os caminhos para se movimentar a economia local também têm se apresentado como uma questão polêmica nesse contexto. Albee e Matt estão entre aqueles que veem a chegada de turistas como uma tábua de salvação para a ilha, já que a economia depende significativamente das receitas provenientes dos visitantes. Porém, há vozes divergentes, como a do astro de Aquaman e nativo havaiano, Jason Momoa, que pediu que os turistas evitem Maui enquanto a ilha se recupera.

Enquanto os esforços de recuperação estão em andamento e as doações milionárias impulsionam a causa, o buraco se mostra muito mais profundo. Resta torcer para que as ações se concentrem não apenas na reconstrução física, mas também na proteção das raízes culturais e históricas que fazem da ilha uma joia única no Pacífico.

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