O brasileiro Marcelo Luna é um big rider radicado em Portugal e dedicado a explorar os maiores dias da maior onda surfável que de que se tem notícia, Nazaré.

No último vídeo da série Nazaré Dispatch, do canal Máquina Voadora, Marcelo conta a história de uma sessão que se transformou, em suas palavras, em um pesadelo.

O mais interessante é notar que o perrengue acontece não devido a uma vaca, mas depois de completar uma onda surfada corretamente. Mais uma vez reforçando que, apesar de todo o aparato de segurança, o surf em condições extremas sempre poderá ser potencialmente fatal.

Assista ao vídeo da sessão que quase matou Marcelo em Nazaré:

O pesadelo estava por vir…

Foi o swell mais incrível que eu vi aqui na Nazaré em todo esse tempo. O plano era entrar cedo, pegar a primeira onda do dia e sair. Quando terminei a onda, começou o show de horror. O pesadelo estava por vir ainda.

Ali eu só respirei e baixei um pouco para evitar a porrada na cara. Mas ali já foi uma pressão que… Tomei ela direto na cara. Ela quebrou em cima de mim, mesmo. Eu rodei com ela duas vezes. Ela bateu, me jogou pro fundo, me rodou, jogou pra baixo de novo e depois jogou pra baixo mais uma vez. E só aí que pude abrir o colete, porque se abrisse no primeiro ia esvaziar, e ia gastar um cartucho à toa. Na hora que o [Alessandro] Marciano viu que eu não peguei, ele também gritou. Viu o tamanho da encrenca que eu tava. Depois ele sumiu muito rápido e eu não consegui vê-lo mais.

Eu percebi que eu quase morri. Acho que mais uma onda, talvez, e eu… Não morrer. Mas acho que eu apagava, porque depois que eu saí eu não conseguia respirar. Fiquei na areia deitado uns cinco ou seis minutos, com um casal me acudindo, ajudando a desinflar o colete. Porque eu não conseguia, não tinha força. Foi hardcore. Foi a pior situação que eu já vivi na Nazaré“.

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Texto: Redação HC
Imagem: Reprodução/Máquina Voadora