26 C
Papeete
domingo, 19 maio, 2024
26 C
Papeete
domingo, 19 maio, 2024

Aparição de tubarão em J-Bay: reação não demonstra tanto medo como se esperaria

Na semana passada, abordamos em um texto a presença constante de tubarões em J-Bay, enfatizando que é impossível dissociar esse icônico destino do surf da imagem desses magníficos predadores. Poucos dias depois, durante os treinamentos para a etapa do mundial, alguns surfistas da elite tiveram um encontro inesperado com um deles. Entre eles estavam o australiano Jack Robinson, o havaiano-brasileiro Ian Gentil e o surfista indonésio Rio Waida.

+ Aliados X Nazistas? Site de surf gringo propõe discutir banimento dos aéreos no circuito mundial
+ Estilo importa: você também pode participar do novo concurso da Vissla que vai dar prêmio de 10 mil dólares

Jack Robinson viralizou ao compartilhar um post no Instagram com duas fotos impressionantes. A primeira imagem, feita no sábado (15/07) de treino, mostra Jack no outside de J-Bay, com um tubarão bem ao seu lado, enquanto a segunda retrata Ian Gentil surfando uma onda praticamente em cima do tubarão. Essa publicação despertou grande interesse nas redes sociais, tornando-se pauta nos principais sites noticiosos brasileiros.

Além disso, Nathan Florence, irmão do bicampeão mundial de surf John John, também compartilhou um vídeo capturado por drone do momento do encontro com o tubarão e escreveu na legenda:

“Alguns surfistas vieram da parte de baixo da onda e disseram que viram um grande tubarão branco bem de perto, o suficiente para verem seus olhos! Pedimos ao Zoard [filmmaker] para lançar o drone e verificar se conseguíamos avistá-lo. Certamente, o tubarão estava nadando na direção da onda! Tentamos alertar o Rio Waida com o drone, avisando que o tubarão estava se aproximando dele, e chamamos as pessoas na praia para informar os surfistas de que o tubarão estava passando pelo lineup! No final, tudo correu bem, todos saíram da água e o tubarão simplesmente seguiu seu caminho pela costa! Foi uma experiência incrível de se assistir. Sabemos que estamos brincando em seu habitat, mas ver como eles se aproximam de maneira tranquila e imperceptível é algo selvagem! O Ian Gentil até jogou água no tubarão”.

Após o incidente sofrido por Mick Fanning em 2015, fica evidente que a etapa de J-Bay sempre acontece em uma atmosfera de temor de que algo semelhante – ou pior – possa se acontecer. No entanto, contrariando as expectativas, a reação nas redes sociais não foi de um medo generalizado. Muitos surfistas minimizaram a ocorrência do tubarão durante o treino, justificando que esses predadores são uma presença absolutamente natural em J-Bay e que não representam uma ameaça tão iminente.

Diversos comentários foram deixados nas postagens, refletindo diferentes perspectivas. Bethany Hamilton, surfista havaiana que superou a perda de um braço em um ataque de tubarão, comentou de forma descontraída: “Não sou particularmente paranóica como vocês podem pensar, mas nunca tive vontade de surfar em J-Bay”.

Shaun Tomson, lendário surfista sul-africano campeão mundial, ressaltou as mudanças ocorridas ao afirmar: “Passei muitas sessões solitárias ao amanhecer em Supers no passado sem nunca pensar em tubarões. Agora, as coisas são diferentes…”.

Owen Wright, medalhista de bronze nas Olimpíadas de Tóquio e uma lenda do surf, reagiu com surpresa e humor, afirmando: “Isso é J-Bay”.

O shaper Matt Biolos acrescentou: “Quase todos os dias em Trestles também”. Já o lendário surfista brasileiro Raoni Monteiro mencionou de forma descontraída: “Normal na África”.

Essas reações nas redes sociais, expressas por renomados nomes do surf, indicam que, desta vez, não houve uma comoção geral de medo. No entanto, é importante lembrar que embora não tenha ocorrido nenhum incidente prejudicial, é preciso reconhecer que a presença de tubarão em J-Bay – e, infelizmente, até mesmo ataques – é uma realidade que não pode ser ignorada.

Continuaremos torcendo para que todos os surfistas estejam seguros e para que nenhum incidente grave ocorra. Mas é claro que só torcer não basta. A preservação da segurança e o constante monitoramento da área são essenciais para minimizar os riscos e garantir a proteção de todos os envolvidos nesse incrível espetáculo do surf.

J-Bay é um lugar único, onde a emoção e a natureza se encontram, e nosso desejo é que essa combinação seja sempre uma experiência positiva para os surfistas de classe mundial que competem nessa renomada etapa do Mundial da WSL.

Receba nossas Notícias no seu Email

Últimas Notícias