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Tom Curren e J-Bay: masterclass de surf e uma aula de humanismo



Tom Curren e J-Bay. Por onde a gente começa?

Hoje, Tom Curren desliza pelas águas de Jeffrey’s Bay, na África do Sul, com muita tranquilidade. Mas nem sempre foi assim.

Em 1985, ano de ebulição do Apartheid, a segregação racial fomentada pelo governo fez com que Curren desistisse de participar pela primeira vez do mundial por não concordar com a postura das autoridades.

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Vale também lembrar que até 1992, Curren boicotou eventos sul-africanos em oposição ao sistema injusto de apartheid. Quando essa viagem aconteceu, o apartheid estava oficialmente em declínio. Esse fato adiciona um grande contexto ao passeio e na minha opinião é super legal.

Em 1992, Curren fez uma surf trip para gravar o “Search 2”, filme da Rip Curl, e assim o tricampeão mundial conheceu Jeffrey’s Bay.

Curren surfou com maestria sua primeira onda no pico sul-africano, com tubos e arcos dignos de quem conhece cada sessão (postamos esse vídeo lá embaixo, vai ver).

Desde então, sua performance foi tida por muitos como a melhor de todos os tempos.

No vídeo a seguir, Curren exibe sua linha impecável nas extensas direitas de J-Bay, com direito a uma sessão de alaia. Assista:

Você vai ver, a partir dos 1’39 abaixo, a primeira onda surfada por Curren em J-Bay, com narração do lendário Sonny Miller (R.I.P).

Tom Curren e J-Bay sempre foram sinônimos um do outro e sempre foi um prazer assisti-lo por lá, desde sua muito elogiada e divulgada primeira onda em Supertubos no início dos anos 90.

O casamento de Curren e Supers foi supervisionado por Derek Hynd, o homem principal por trás da equipe Rip Curl por tantos anos, que sempre disse que Curren e J-Bay seriam o momento perfeito. Este momento foi capturado pelo falecido Sonny Miller.

Confira:

Se as lições de Curren dentro d’água de estilo, força, fluidez e graça nos impacta atemporalmente e extraordinariamente como surfistas, sua atitude fora d’água de dizer não ao apartheid, o coloca no seleto rol de seres humanos incríveis da humanidade que entenderam que existir, por si só, é um ato político.

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