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Tatiana Weston-Webb é destaque na abertura do Maui Pro 2020



Maui Pro 2020 apresentado pela Roxy, a primeira etapa da nova temporada da World Surf League, finalmente teve seu início após três dias de espera.

A competição, que rola em Honolua Bay, teve seu dia inaugural de disputas com séries de cerca de 1,5 metro.

Dezenove baterias foram realizadas e só restaram quatro: a última das quartas de finais, as semis e a final, com destaque para a atuação da brasileira Tatiana Weston-Webb.

Única atleta a representar o Brasil na competição, Tati começou bem o evento, com vitória na primeira fase contra a norte-americana Sage Erickson.

Porém nos instantes finais, a brasileira encaixou seu backside nas direitas, anotou 7.33 e 6.50, foi pra liderança e não saiu mais.

Maui Pro 2020
Carissa-Moore, Maui Pro 2020.

Sage, que tinha a segunda maior nota do confronto (6.67), levou a virada da surfista que também é dos Estados Unidos, Courney Conlogue.

Na terceira fase o confronto foi contra Isabella Nichols, autora da maior nota da prova até aquele momento (9.00), conquistada na repescagem.

A australiana largou na frente, mas a brasileira mostrou mais uma vez a força do seu backside.

Primeiro soltou três manobras impactantes, sendo a última uma super batida. O conjunto valeu 8.93 pontos.

Isabella tentou assustar com 7.33, nota que conseguiu mesmo tendo errado a última manobra, porém Tatiana pegou uma onda excelente, abriu com uma forte batida, rasgou, acelerou pra passar a seção e soltou três batidas “de cabeça pra baixo”.

A nota foi 9.27, a segunda maior da segunda-feira. A brasileira também foi a dona do segundo maior somatório do dia: 18.20 pontos.

Somente Tyler Wright superou a brasileira

Maui Pro 2020
Tatiana Weston Webb. Foto: Dayanidhi Das/World Surf League

A única surfista que conseguiu ser melhor que a brasileira foi Tyler Wright.

A australiana, que ficou 14 etapas de fora do circuito após adoecer, ainda em 2018, eliminou suas algozes nas duas últimas etapas que participou.

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A bicampeã mundial abriu sua participação no evento com 8.00 pontos, e venceu na estreia. Na terceira fase ela teve dificuldade contra Johanne Defay, francesa que venceu a aussie na última competição disputada por ela em 2018, na Indonésia, antes de adoecer (semifinais). Agora o resultado foi apertado e a favor da australiana (13.83 e 13.70).

Nas quartas de finais ela vai encarar mais uma vez a norte-americana Sage Erickson, que passou em segundo lugar pela repescagem, e que eliminou a atual vice-campeã mundial, a também surfista dos Estados Unidos, Caroline Marks, no terceiro round.

Quartas de final

Maui Pro 2020
Tyler Wrigh. Foto: Dayanidhi Das/World Surf League

O primeiro duelo das quartas de final teve Tyler contra

Stephanie Gilmore enfrentou Tyler Wright no primeiro duelo das quartas de final.

Stephanie, que já venceu cinco vezes o Maui Pro, chegou nos minutos finais precisando de 7.11 pra vencer.

A heptacampeã mundial chegou na fase após uma excelente estreia, que teve direito à nota excelente 8.83, e após um susto no round 3, quanto encarou a surfista da Costa Rica, Brisa Hennessy.

Pouco tempo antes, Brisa tinha a prioridade, mas optou por ir numa direita, não melhorou o somatório e deixou a australiana com o direito de escolha das ondas. Restavam apenas seis minutos. E quando faltavam apenas três, veio uma série.

A aussie teve paciência e deixou a costarriquenha na primeira. Sábia escolha, pois na segunda ela conseguiu passar uma seção rápida, surfar o melhor tubo da prova até aquele momento, além de executar uma série de manobras.

Os juízes demoraram a soltar a nota, mas, para alívio da multicampeã, ela avançou com 7.67 pontos. Nas quartas essa mesma escolha poderia ter dado uma sobrevida a ela.

Tyler começou acelerada, destruindo uma direita do início ao fim e faturando 8.33. Stephanie tentou dar o troco, mas a onda acelerou e não deu muitas oportunidades. Tyler então manteve a liderança até quando restavam dez minutos para o fim, momento em que Stephanie surfou muito bonito, fez 7.90 e assumiu a primeira posição.

Tyler tomou a liderança novamente com 6.83 e deixou Stephanie com cinco minutos, a prioridade e a necessidade de 7.27 pontos para reverter o resultado. Uma série apareceu, mas ao contrário do que fez no duelo anterior, ela foi na primeira. A direita correu, e ela ficou. Tyler surfou a de trás, fez o melhor tubo do dia e estraçalhou a onda com várias manobras. A nota foi 10 (não unânime – quatro juízes deram 10 e um, o brasileiro, deu 9.50). Tyler seguiu para as semifinais, e Stephanie foi eliminada, terminando a competição em quinto lugar.

A adversária de Tyler vai ser Sally Fitzgibbons, australiana que começou mal o evento, caindo para a repescagem, mas que se levantou, e chegou a anotar duas notas excelentes (8.07 e 8.00) no caminho até a fase.

Old School x New Scholl

Maui Pro 2020
Carissa Moore. Foto: Dayanidhi Das/World Surf League

A tetracampeã mundial Carissa Moore, que para chegar nas semifinais teve que passar duas vezes pela novata, a convidada do evento, Bettylou Sakura Johnson, havaiana de apenas 15 anos, num verdadeiro duelo e gerações

Na primeira fase, a surfista do North Shore de Oahu não se abalou ao ver sua conterrânea experiente impondo respeito com duas notas na casa dos seis pontos. Ainda no primeiro terço da bateria, Bettylou executou três boas manobras e arrancou 7.50 dos juízes, o maior score do duelo até aquele momento.

Então a menina foi tentando pular pra liderança e quase conseguiu perto no fim, porém a atual melhor do mundo também mostrou suas armas, também anotou 7.50 e avançou em primeiro. As duas avançaram para a terceira fase, e a australiana Bronte Macaulay, que ficou em último, foi para a repescagem.

No round 3, Carissa e Bettylou se encontraram outra vez, e novamente a menina não se intimidou. Porém a tetracampeã mundial mostrou mais uma vez seu potente surfe, além de uma boa escolha de ondas, para vencer com as notas 7.17 e 6.83. A novata ameaçou no fim, mas errou uma manobra e perdeu a chance da virada.

Após sair da água, Carissa foi questionada se era a mentora nessa batalha de gerações, e respondeu:

“Eu não sei se eu sou a mentora, mas com certeza existem diferentes gerações. Todo mundo viu que ela estava quebrando e dando show. Vai ser bem interessante acompanhar os próximos anos, pois as meninas vão chegar cada vez mais, e a Bettylou surfa muito bem. Eu já estive com ela em Haleiwa e foi impressionante, então eu sabia que tinha que ter cuidado, até porque ela tem uma ótima equipe por trás, inclusive um técnico. Ela é confiante, ela ataca a onda”, disse Carissa sobre a surfista de 15 anos.

Carissa ainda participou da última bateria do dia, a terceira das quartas de finais, e comandou as ações com direito à nota excelente 8.17 pontos na vitória sobre a havaiana Malia Manuel.

 

 

 

 

 

 

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