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Surf feminino: mulheres compartilham seus desafios

Foto de abertura: Moana Jones, Pipeline. Por Daniel Golden

De literalmente enfrentar desafios apenas pelo fato de serem surfistas mulheres em um line up predominantemente masculino, com suas atitudes as surfistas mudam o jogo do surf feminino.

No vídeo a seguir, “Surf Girls: Kaikaina”, produzido pela Togethxr, um grupo de surfistas havaianas compartilham experiências, relatando suas percepções sobre ser mulher em um esporte cujo machismo estrutural ainda segue fortemente enraizado.

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“Acho que mulheres surfistas lidam com situações diferentes do que lidam os homens,” diz uma das surfistas no vídeo.

Elas lembram a respeito da diferença de lugares disponíveis para profissionais da elite do surf no Circuito Mundial da WSL. Afinal, são 43 homens para 21 mulheres escolhidos para disputar o principal circuito profissional de surf do mundo.

“Sinto que muitas mulheres não terão patrocínio porque elas não condizem com os padrões da empresa, mesmo que elas surfem muito bem. Quanto aos homens, não importa muito como se pareçam; estão apenas surfando,” outra delas diz.

A conversa também passa por Pipeline, a onda mais assustadora do mundo – uma onda que não é brincadeira.

“A Moana Jones é uma das poucas que consegue dropar Pipeline e simplesmente arrebentar,” diz uma das entrevistadas.

“Acho que não seja justo que as mulheres não tenham as mesmas oportunidades do que os homens,” conta Moana, que se diz muito feliz por fazer algo que segundo ela, vai completamente contra as expectativas masculinas sobre o surf feminino.

A 4x campeã mundial, a havaiana Carissa Moore, relembra a mudança repentina da primeira etapa feminina do Circuito Mundial da WSL, o Maui Pro, de Honolua, Maui, para Pipeline, no North Shore de Oahu, por conta de um trágico episódio de ataque de tubarão em Maui.

“Por conta de uma situação trágica, a etapa mudou da onda de Honolua para a onda de Pipeline, e eu achei esta uma mudança bastante traiçoeira,” conta Moore.

Ouça com atenção abaixo, enquanto eles detalham as desigualdades dentro do esporte e os objetivos para o futuro do surf feminino:

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