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Ryan Kainalo, Rafael Teixeira e Weslley Dantas garantem vaga no Challenger Series

Por Redação

O Billabong apresenta LayBack Pro QS 3000 confirmou mais três classificações para o Challenger Series, nas quartas de final disputadas neste sábado (11) de muito calor na Praia Mole lotada em Florianópolis. Ryan Kainalo, Rafael Teixeira e Weslley Dantas, garantiram seus nomes e só resta uma vaga a ser definida, para Leo Casal ou Krystian Kymerson. Já no ranking feminino, Silvana Lima e Sophia Medina disputam a que está com Isabelle Nalu, barrada no primeiro duelo do sábado. As semifinais abrem o domingo decisivo, às 9h00 na Praia Mole, ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

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Para tirarem o quarto lugar da jovem catarinense de apenas 15 anos de idade, Sophia Medina e Silvana Lima têm que vencer o Billabong apresenta LayBack Pro. A irmã do tricampeão mundial, Gabriel Medina, vai competir na primeira bateria do domingo, contra Taina Hinckel, que venceu o confronto catarinense com Isabelle Nalu. Silvana entra na segunda com a peruana Sol Aguirre, que já está garantida no Challenger Series e, se passar para a final, conquista o título sul-americano da temporada 2022/2023 da WSL Latin America.

Caso Silvana e Sophia não derrotem suas adversárias, a quarta e última vaga do ranking feminino fica para Isabelle Nalu. As semifinais masculinas também podem decidir a última classificação para o circuito de acesso para a elite do World Surf League Championship Tour. Leo Casal perdeu o duelo catarinense para Luan Wood no último minuto. Agora, sua sétima posição no ranking está ameaçada por Krystian Kymerson. O capixaba fica com ela, se passar pelo paranaense Peterson Crisanto na segunda semifinal. A primeira será entre o paulista já garantido, Ryan Kainalo, com o catarinense Luan Wood, que está fora desta briga.

As semifinais femininas vão abrir o último dia do Billabong apresenta LayBack Pro QS 3000 em Florianópolis. Apesar das ondas pequenas do sábado, Sophia Medina fez os recordes femininos do campeonato – nota 7,33 e 13,33 pontos – contra a catarinense Laura Raupp, campeã do primeiro LayBack Pro na Praia Mole em 2021. As duas representaram o Brasil no Challenger Series de 2022, mas agora só Sophia segue com chances de se classificar mais uma vez.

“Eu estou bem focada neste evento, porque eu preciso de um bom resultado, então tenho que dar o máximo mesmo”, disse Sophia Medina. “O mar tá bem difícil, pequeno, mas sempre dá pra achar alguma coisa. A gente sempre treina em qualquer tipo de mar e agora recebe a recompensa por isso né. Estou feliz por continuar na briga pela vaga pro Challenger. Sei que não vai ser fácil, então só tenho que fazer meu melhor. O resultado é consequência disso”.

Sophia Medina terá realmente um duro desafio nas semifinais, a bicampeã catarinense profissional de 2021 e 2022, Tainá Hinckel. A surfista da Guarda do Embaú tem dois títulos de campeã sul-americana Pro Junior, mas está fora da briga por vagas no Challenger Series esse ano. Na segunda semifinal, está a experiente pentacampeã brasileira e duas vezes vice-campeã mundial, Silvana Lima, que derrotou outra jovem catarinense, Kiany Hyakutake.

A adversária de Silvana na segunda semifinal será a jovem peruana, Sol Aguirre. No ano passado, ela conquistou um incrível tetracampeonato sul-americano na categoria Pro Junior, para surfistas com até 20 anos de idade. Agora, pode ganhar o principal título da WSL Latin America. No sábado, Sol Aguirre venceu um confronto direto com a equatoriana Dominic Barona, que também se consagraria campeã sul-americana de 2022/2023, se passasse para a final do Billabong apresenta LayBack Pro.

Vagas confirmadas

Logo após as quartas de final femininas, foram iniciadas as masculinas, com um confronto direto por vaga no grupo dos 7 que se classificam para o Challenger Series. Eram dois paulistas e o mais jovem, Ryan Kainalo, de 17 anos, foi em várias ondas para construir a vitória sobre Caio Costa, 19 anos, por uma pequena vantagem de 12,50 a 11,20 pontos. Ryan Kainalo foi o único a competir em todas as 12 etapas da temporada, em 5 países da América do Sul, Brasil, Argentina, Chile, Peru e Equador.

“Eu treinei o ano inteiro pra isso. Foi o ano inteiro pensando todos os dias nisso, eu dormia pensando, acordava querendo e estou sem palavras agora”, disse Ryan Kainalo. “É um objetivo muito grande concluído. Com certeza, tem muita coisa pra acontecer esse ano e o próximo passo é buscar a classificação para o CT. Essa é a meta mais importante da minha carreira”.

Mais duas vagas foram oficializadas no confronto seguinte, quando Luan Wood ganhou o duelo catarinense com Leo Casal no último minuto. Com este resultado, o capixaba Rafael Teixeira, que tinha perdido o quinto lugar no ranking para Ryan Kainalo, bem como o paulista Weslley Dantas, que ainda ia competir, tiveram seus nomes confirmados no G-7. Restou apenas uma vaga para fechar a lista, justamente a do Leo Casal. Mas, para tirar o seu sétimo lugar no ranking, o capixaba Krystian Kymerson tem que chegar na final neste domingo.

Novo recorde

O destaque dos últimos dias com seus aéreos nas direitas e esquerdas da Praia Mole, Weslley Dantas, liderou o penúltimo duelo das quartas de final do início ao fim. Até o paranaense Peterson Crisanto achar uma esquerda que abriu a parede, para ele mandar uma série de batidas e rasgadas, executadas com pressão e velocidade. Essa onda arrancou nota 9,17 dos juízes, novo recorde da terceira edição do Billabong apresenta LayBack Pro em Florianópolis.

“O mar tá bem pequeno hoje, a galera tá optando mandar mais o aéreo e tá dando certo em algumas baterias”, disse Peterson Crisanto. “Eu tive a felicidade de encontrar uma última esquerdinha muito boa no final. Eu precisava de uma nota boa e acabei fazendo um 9,17, a maior nota do evento. Estou feliz que a pranchinha tá boa, eu venho fazendo um bom evento e pretendo manter esse ritmo no dia das finais”.

Challenger series

Apesar da derrota, Weslley Dantas saiu do mar classificado para o Challenger Series, que era seu grande objetivo. Nesta última etapa da temporada 2022/2023, Weslley e Leo Casal tiraram o chileno Guillermo Satt e o argentino Nacho Gundesen da lista dos sete indicados pelo ranking da WSL Latin America. Peterson Crisanto agora vai enfrentar nas semifinais o concorrente pela última vaga, Krystian Kymerson, que tira o sétimo lugar do Leo Casal se vencer esta bateria e chegar na grande final.

Os já confirmados pelo ranking regional da América do Sul, para disputar classificação para a elite do World Surf League Championship Tour no Challenger Series deste ano, são o peruano Miguel Tudela e os brasileiros Ian Gouveia (2.o), Lucas Silveira (3.o), Ryan Kainalo (4.o), Rafael Teixeira (5.o) e Weslley Dantas (6.o). Na categoria feminina, também só falta definir a vaga brasileira, se ficará com Isabelle Nalu, Sophia Medina ou Silvana Lima. As outras três foram conquistadas pelas peruanas Daniella Rosas e Sol Aguirre e pela equatoriana Dominic Barona.

Ryan Kainalo, Rafael Teixeira e Weslley Dantas garantem vaga no Challenger Series
Weslley Dantas perdeu, mas sua vaga no Challenger Series já estava confirmada. Foto: Marcio David/ ayBack Pro

Kizu Invitational

Logo após as quartas de final do Billabong apresenta LayBack Pro, foi realizada a Kizu Invitational, com os principais nomes da modalidade Surf Adaptado do Brasil. As maiores atrações eram Derek Rabelo, que é cego, e o próprio Felipe Kizu, seis vezes campeão mundial de surf adaptado. Os convidados por Kizu foram divididos em três baterias, duas masculinas e a primeira da história só com mulheres.

Felipe Kizu tem seis títulos de campeão mundial de surf adaptado. Foto: Marcio David/LayBack Pro)

“É um momento muito especial pra mim”, disse Derek Rabelo, que já surfou em várias ondas do mundo e junto com grandes surfistas, como o melhor de todos os tempos, Kelly Slater. “Eu tive a oportunidade de estar aqui em 2021, fui convidado esse ano novamente e estou muito feliz. É maravilhoso estar junto com esse pessoal que realmente representa o surfe, de corpo e alma, de muita entrega. O surfe é o que eu amo de verdade, é a minha paixão, tá na minha veia, na minha essência. Então, ter essa oportunidade de estar com essa galera, nesse evento maravilhoso, na cidade que eu moro, é muito especial e estou muito feliz”.

Derek Rabelo entrou na segunda bateria, junto com mais dois surfistas com pranchões de Stand Up Paddle, o Nem da Joaca com má formação na perna e o Jonas que tem um braço amputado. O argentino Nico, que é paraplégico, surfou deitado na prancha. Na primeira bateria feminina da história do Surf Adaptado do Brasil, estavam a Ingrid que é deficiente visual, a Vitória que é paraplégica e a Vera. Já o organizador do Kizu Invitational, entrou na primeira bateria. O Felipe Kizu é paraplégico e compete de waveski, enquanto o deficiente visual, Samuel da Luz, e o Fidel Bracinho, surfaram com pranchas de Stand Up.

SEMIFINAIS DO BILLABONG APRESENTA LAYBACK PRO:

CATEGORIA FEMININA – 3.o lugar com US$ e 2.000 pontos:
1.a: Sophia Medina (BRA) x Tainá Hinckel (BRA)
2.a: Sol Aguirre (PER) x Silvana Lima (BRA)

CATEGORIA MASCULINA – 3.o lugar com US$ e 2.000 pontos:
1.a: Ryan Kainalo (BRA) x Luan Wood (BRA)
2.a: Krystian Kymerson (BRA) x Peterson Crisanto (BRA)

RESULTADOS DO SÁBADO NA PRAIA MOLE:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 1.000 e 1.423 pontos:
1.a: Tainá Hinckel (BRA) 11,17 x 7,83 Isabelle Nalu (BRA)
2.a: Sophia Medina (BRA) 13,33 x 10,73 Laura Raupp (BRA)
3.a: Silvana Lima (BRA) 12,00 x 6,50 Kiany Hyakutake (BRA)
4.a: Sol Aguirre (PER) 12,83 x 7,27 Dominic Barona (EQU)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 1.000 e 1.423 pontos:
1.a: Ryan Kainalo (BRA) 12,50 x 11,20 Caio Costa (BRA)
2.a: Luan Wood (BRA) 12,66 x 12,50 Leo Casal (BRA)
3.a: Peterson Crisanto (BRA) 15,67 x 13,17 Weslley Dantas (BRA)
4.a: Krystian Kymerson (BRA) 10,33 x 8,70 Kaue Germano (BRA)

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