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Racismo entre surfistas gera protesto na Califórnia



Um episódio de racismo entre surfistas de Manhattan Beach, na Califórnia, motivou um protesto pacífico no último domingo, em frente ao pico.

Surfistas de diferentes cores atenderam à convocação feita pelo movimento Black Sand para um remadão em repúdio ao racismo.

Na semana passada, dois surfistas negros, Justin “Brick” Howze e Gage Crismond tiveram um desentendimento com dois surfistas brancos na água.

Enquanto os quatro discutiam, outro surfista branco se aproximou chamando-lhes de negros e dizendo para remarem para o norte, para El Porto, onde “pertenciam”, atirando-lhes água para a cara.

O line-up estava cheio, mas ninguém usou a sua voz para parar o ato racista.

O incidente, contudo, registado por um fotógrafo, que assistiu ao triste episódio do píer, e ofereceu as fotos aos dois.

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Justin Howze, que faz parte do movimento Black Sand, relatou o ocorrido na página do Instagram do movimento e o post viralizou, recebendo apoio de gente como Kelly Slater, Felipe Toledo, Tom Carroll, Erik Logan e da própria WSL.

Este racista acordou e escolheu a violência. Ele chamou e Gage de um n**ger (“nigger”, termo pejorativo para negros nos EUA) na água de Manhattan Beach e repetidamente jogou água no meu rosto.

Felizmente, é ele quem tem que dormir com aqueles demônios, não eu. Quero ver mais aliados, de qualquer maneira.

Estarei de volta amanhã, e no dia seguinte, e no dia seguinte. Estou tão inspirado pelo que aconteceu hoje que parece um sinal para continuar a surfar com um propósito e, espero, inspirar todos vocês a abrir / derrubar portas para aqueles espaços em que talvez não se sintam bem-vindos.

Não apenas surfando, mas seja qual for o lugar que ressoa com você. Possui essa merda, você pertence”, escreveu.

Após essa postagem, o coletivo teve a ideia de criar o Black Sand Peace Paddle como resposta à injustiça racial intolerável que viveram.

O remadão reuniu cerca de 200 pessoas, entre eles o apresentador Selema Masekela, que condenou os racistas relembrando que “Não fazer nada é mais problemático e mais agressivo do que as palavras que são ditas”.

Assista ao vídeo do protesto contra o ato de racismo entre surfistas:

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