Devido à evolução contínua da pandemia do COVID-19, a World Surf League (WSL) anunciou que vai adiar ou cancelar todos os eventos em todas as divisões do Circuito Mundial, até o final do mês de maio. Isso inclui a etapa de abertura da elite, na Gold Coast, na Austrália, marcada inicialmente para acontecer entre os dias 26 de março e 5 de abril, além do WSL Big Wave Awards.

Bicampeão mundial de surfe, Gabriel Medina lamentou o adiamento do início do Mundial de surfe por conta da pandemia do coronavírus. “Infelizmente cancelaram a etapa do Mundial agora na Austrália por conta do coronavírus. Muito triste para nós atletas, que nos preparamos, que temos vivido bastante essa rotina de treinamentos para estarmos prontos para esse momento e isso não acontecer”, disse o surfista. Medina fechou a temporada de 2019 sendo vice-campeão mundial e tem vaga garantida nas Olimpíadas de Tóquio 2020, marcada para dias 24 de julho e 9 de agosto.

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Na Indonésia, o Quiksilver Pro G-Land, previsto para junho, será cancelado ou transferido para uma área com mais infraestrutura. Entre os eventos nacionais, por enquanto o Oi Rio Pro, entre 18 a 27 de junho, em Saquarema, segue confirmado. 

Não há novas datas previstas ainda para os eventos da WSL. “Com as atuais mudanças e as limitações para as viagens internacionais, está extremamente desafiador determinar um momento apropriado para recomeçar e deslocar os surfistas para os locais dos eventos com segurança”, disse Erik Logan, CEO da WSL.

Surf proibido na Baixada Santista e Niterói

Em Niterói, a medida entrou em vigor na última quinta (19) e vai até 6 de abril, valendo tanto para praias da Região Oceânica e da Baía de Guanabara quanto para as praças públicas da cidade e caminhadas no calçadão. Até o momento, seis casos de pessoas infectadas foram confirmados no município.

Também na quinta-feira, foram anunciadas medidas restritivas na Baixada Santista, como a proibição total do acesso às praias a munícipes e turistas, incluindo comércio ambulante, barracas, cadeiras e guarda-sol. 

“São Paulo é o epicentro do novo coronavírus no Brasil e estamos tendo uma curva de crescimento maior que a da Itália. Embora não tenhamos, ainda, casos confirmados, é preciso se prevenir. A responsabilidade nos exige tomar medidas mais rigorosas para preservar a vida das pessoas. Fazemos um apelo para que as pessoas fiquem em casa, que tenham a dimensão e a consciência da gravidade que estamos vivendo”, afirmou o prefeito Paulo Alexandre Barbosa, de Santos, em coletiva de imprensa.

Instituto Medina suspende atividades

Também a partir da última quinta, o Instituto Gabriel Medina (IGM), em São Sebastião litoral norte de São Paulo, paralisou suas atividades. O Instituto Gabriel Medina atende jovens surfistas e, além dos treinamentos, também oferece atividades como aulas de inglês e computação e atendimento com psicólogos, nutricionistas e professores de educação física.

A presidente do instituto, Simone Medina, também pede que os turistas evitem a praia de Maresias, onde fica o instituto em São Sebastião. “Gostaria que houvesse a compreensão de quem está vindo de fora. As pessoas estão vindo de lugares de onde têm casos confirmados já.”