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Orla de Santos ganha bancos que contam a história do surf

Cidade onde o surf nasceu no Brasil, Santos (SP) ganhou mais um atrativo que homenageia a história do esporte.

Oito bacos da orla da praia, que circundam o Monumento ao Surfista, em frente ao Posto 2, ganharam encostos, com três entalhes cada, mostrando a evolução das pranchas no país.

As peças foram instaladas pela Seserp (Secretaria de Serviços Públicos), sob os olhares atentos de Ronaldo ‘Gui’ Mesquita, o primeiro surfista santista a viajar para o Havaí, e Cisco Araña, primeiro surfista profissional de São Paulo – ele também é o idealizador da Escola de Surf, pioneira em território nacional, e da unidade voltada a pessoas com deficiência.

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Para Cisco explica que os entalhes nos bancos consolidam uma história de pioneirismos e união da comunidade dos surfistas. “A própria disposição dos bancos, no entorno da fonte onde está o monumento, já mostra essa união pelo esporte”, frisou, acrescentando que, “sem respeitar a história do surf, não há futuro”.

A ideia é transformar em ponto turístico essa área da orla da praia em Santos, que engloba ainda o Monumento ao Surfista Osmar Gonçalves e a Escola de Surf.

Os encostos foram confeccionados pela Marcenaria do Deserp (Departamento de Serviços Públicos), responsável também pelos entalhes, em um trabalho que se estendeu por duas semanas.

HISTÓRIA DO SURF NA ORLA DE SANTOS

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Thomas Rittscher Jr surfando em Santos na década de 1930. Foto: João Felippe/Arquivo Pessoal/Trip

O primeiro banco à direita do monumento, próximo à Escola de Surf, ganhou encosto com entalhes das pranchas utilizadas nos anos 1930, denominada tábua havaiana, com mais de três metros de comprimento – o esporte foi praticado em 1934 em Santos, pela primeira vez no país, pioneirismo de Thomas Rittscher Jr.

Já o encosto do segundo banco, em direção à Avenida Presidente Wilson, retrata as pranchas do início dos anos 1960, confeccionadas em madeirite, chapa de compensado usada em obras. “Nos anos 40 e 50, não houve grande evolução”, comentou Gui, referindo-se ao hiato de 30 anos.

O modelo das pranchas ocas, de madeira, comum em 1964 e 1965, ilustra o encosto do terceiro banco. “Revestida com uma lâmina fina de madeira, ela possuía cavernas. Era ótima para fazer musculação, porque a gente entrava no mar com uma prancha de 30 quilos e saía com uma de 80, de tanta água que entrava”, conta ele, divertindo-se com a lembrança do trabalho de esvaziar o pranchão a cada chegada à areia.

O quarto banco, o último do lado direito do Monumento ao Surfista, registra o início da fabricação das pranchas em território nacional, em 1967, agora em fibra de vidro, mas ainda com 3m de comprimento.

Já o quinto banco – o primeiro do lado esquerdo do monumento, próximo à ciclovia -, destaca os anos 1970 e 1971, quando começaram a surgir as pranchas ‘short’, com 2,10m. “Muitos perguntavam se eram para esquiar”, prosseguiu Gui, dizendo que elas, em fibra de vidro e poliuretano, eram muito mais rápidas.

O banco seguinte mostra o modelo ‘stinger’, moda em 1974 e 1975, de formato semelhante ao de um foguete, enquanto o sétimo banco – o terceiro do lado esquerdo, em direção à praia – retrata outra preferência: ‘fish’, prancha mais estreita e de comprimento variando entre 1,80m e 1,90m. A prancha ‘round’ foi utilizada para os entalhes do último banco, mostrando o modelo dos atuais profissionais do surf, os campeões mundiais Gabriel Medina e Ítalo Ferreira.

Fonte: Prefeitura de Santos

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