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Noah Beschen e a arte de surfar: corte do diretor

São 23 minutos de puro deleite que deixam a quem assiste com vontade de pegar a prancha e correr pro mar

The Art of Surfing, filme de Noah Beschen, estreou em novembro do ano passado. Agora, ele lançou uma nova versão, o “Noah/ A arte de surfar: corte do diretor”,  em seu canal no YouTube. Como o título indica, o filme tem um olhar voltado para a face mais artística do surf, o que se reflete na escolha e edição de imagens, acompanhadas por um trilha sonora alternativa, que remetem a uma viagem psicodélica em alguns momentos.

Com um pedigree de respeito no surf, Noah é filho de Shane Beschen, um dos principais rivais de Kelly Slater no Circuito Mundial do final dos anos 90 e início dos anos 2000. Pra quem não se lembra, ou quem sabe nem era nascido, Shane se consagrou também como o único surfista profissional da história a marcar 30 pontos perfeitos durante uma bateria em Kirra, na Austrália.

Ainda que Shane seja originalmente de San Clemente, Califórnia, onde fazia parte de uma turma de vanguarda que incluía Matt Archbold, Dino Andino e Christian Fletcher, após se aposentar do Tour, ele se mudou para o North Shore de Oahu, no Havaí. Com isso, Noah teve o privilégio de crescer filho de uma lenda do surf numa casa de frente para Rocky Point, de onde graduou para ondas mais pesadas da vizinhança como Pipeline.

Dirigido por Beschen e filmado por Andy Woodward, o filme acompanha incursões de Noah ao oeste da Austrália e Taiti, onde ele encontra ondas ao gosto de quem está acostumado com a força do mar que desfruta em casa, e que também faz parte da produção. Com tubos profundos e aéreos mirabolantes, de Noah e seus convidados, o filme não decepciona quem busca performance de primeira linha. Para aqueles que almejam curtir algo além do convencional, a abordagem artística se revela bem articulada na combinação de imagens subaquáticas, cores, tons e ângulos que permitem um agradável respiro entre as sequências de ação de perder o fôlego.

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São 23 minutos de puro deleite que deixam a quem assiste com vontade de pegar a prancha e correr pro mar. Não almejando surfar ondas como as de Noah, o que é para poucos, mas sim buscando experimentar aquela imersão única na natureza, capaz de dar a chance para que o artista dentro de cada sufista se expresse nas ondas à sua maneira.

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