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Naufrágio de ‘Titanic brasileiro’ ainda intriga mergulhadores em Ilhabela

O navio Príncipe de Astúrias naufragou em Ilhabela em 1916 e ficou conhecido como “Titanic brasileiro. Atualmente, o local do naufrágio, a 20 metros de profundidade na parte mais rasa e a 50 metros na parte mais funda, virou ponto de mergulho e é rodeado por mistérios.

Tem difícil acesso, fama de mal assombrado e coleciona lendas, como a de um tesouro perdido: 11 toneladas de ouro estariam sendo transportados a bordo do luxuoso navio, além de estátuas de bronze. Mortes, fantasmas e áreas secretas nunca encontradas fazem parte da história do transatlântico.

Companhias no litoral sul de São Paulo locais organizam expedições de mergulho até o Príncipe de Astúrias, mas a oferta de vagas e datas é limitada: a localização e as condições do mar onde o transatlântico afundou geralmente apresentam condições pouco favoráveis, com fortes correntes marítimas e baixa visibilidade. Para chegar à ao local, só com o auxílio de guias e empresas especializadas em mergulho de alta profundidade.

Construído em 1914 pela companhia espanhola Pinillos Izquierdo y Cia para fazer a linha entre Barcelona e Buenos Aires, o transatlântico fazia a rota com origem em Cádis, e passava peplos portos de Cádis, Las Palmas de Gran Canaria, Ilhas Canárias, Rio de Janeiro, Santos e Montevidéu, até chegar ao destino final. 

Considerado estável e seguro, era também o mais luxuoso da Espanha: contava com biblioteca, estantes de mogno e assentos de couro; na cobertura, havia um espaço de lazer, com bancos e cadeiras, adornado por vidraças coloridas que protegiam do vento. A embarcação tinha também restaurante refinado, cúpula coberta com vitrais coloridos para desfrute da luz natural durante o dia e um grande salão de música com escadaria trabalhada, tapetes persas que eram usados como pista de dança e um piano de cauda. 

Em 1916 o navio fazia sua sexta viagem a América do Sul com cerca de 600 pessoas a bordo entre passageiros e tripulantes – em números oficiais. Entretanto, relatos históricos dão conta de que havia pelo menos mil passageiros viajando nos compartimento inferiores, provavelmente fugindo da Primeira Guerra Mundial.

Na madrugada de 5 de maio chovia muito e a visibilidade era ruim. Ao passar péssima pela costa do que hoje conhecemos por Ilhabela, o navio se chocou com formações rochosas na área da Ponta da Pirabura, que danificaram seriamente sua estrutura. Em questão de cinco minutos o Príncipe de Astúrias foi à pique e naufragou.

Dados oficiais indicam que porco mais de 400 pessoas morreram, mas os números reais passam de mil, de acordo com historiadores. Por esse motivo, quando o navio naufragou em Ilhabela, acabou recebendo a alcunha de “Titanic brasileiro”, em uma das grandes tragédias marítimas da humanidade.

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