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quinta-feira, 23 maio, 2024
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Laura Raupp e Cauã Costa são vencedores no LayBack Pro Prainha no Rio de Janeiro

A catarinense Laura Raupp e o cearense Cauã Costa foram os vencedores na segunda edição do LayBack Pro Prainha na capital do Rio de Janeiro. Laura conquistou seu segundo troféu de campeã do LayBack Pro batendo todos os recordes femininos nos 2 anos desta etapa do World Surf League (WSL) Qualifying Series (QS) nas ondas da Prainha. A decisão foi contra a líder do ranking da WSL South America, Tainá Hinckel. Depois, Cauã Costa fechou o sábado ganhando seu primeiro título em etapas do QS, numa batalha de aéreos com o paulista Kaue Germano. Com as vitórias, Laura e Cauã entraram na lista provisória para o Challenger Series de 2024.

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A vitória no evento foi a terceira de Laura Raupp em etapas do WSL Qualifying Series esse ano. Ela é patrocinada pela LayBack, a marca de cerveja criada pelo medalhista olímpico de skate, Pedro Barros. Inclusive, venceu o primeiro LayBack Pro da história em 2021, na Praia Mole de Florianópolis, quando só tinha 15 anos de idade. Em 2023, Laurinha conquistou o bicampeonato consecutivo no QS do Peru em Punta Rocas e venceu a etapa realizada antes dessa, na Praia da Ferrugem, em Garopaba.

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Laura Raupp no pódio com a líder do ranking da WSL South America, Tainá Hinckel (Crédito da Foto: Luiz Blanco / LayBack Pro)

RECORDISTA ABSOLUTA – O título na Prainha era o único resultado possível para Laura Raupp entrar na lista das três surfistas que o ranking da WSL South America classifica para o Challenger Series. E ela conseguiu isso, batendo todos os recordes femininos do LayBack Pro Prainha. Na semifinal contra Sophia Medina, detonou uma esquerda com três manobras muito fortes de backside, executadas com pressão e incrível velocidade. Os juízes deram 9,00 para a catarinense, superando o 8,67 da campeã do ano passado, Summer Macedo.

E na decisão do título, Laurinha aumentou o recorde de 15,50 pontos da mesma Summer Macedo, para 15,76 somando notas 8,83 e 6,93 em duas ondas seguidas. Tainá Hinckel também vinha embalada da semifinal contra Naire Marquez, derrotando a paulista com o maior somatório feminino do LayBack Pro 2023 até ali, 15,34 pontos com a nota 8,17 do seu ataque vertical de backside nas esquerdas da Prainha. Tainá largou na frente na grande final com nota 6,00, mas Laura respondeu com 6,93 numa esquerda também.

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Laura Raupp conseguiu sua maior nota na final nas direitas da Prainha (Crédito da Foto: Luiz Blanco / LayBack Pro)

Laura Raupp fica mais ativa e logo acha uma direita boa, para combinar duas manobras gigantes de frontside, abrindo grandes leques de água, que arrancaram nota 8,83 dos juízes. Tainá ainda surfa muito forte outra esquerda, com um batidão reto de backside e mais duas rasgadas, ganhando 7,50. Ela passou a precisar de 8,27 para conquistar o seu segundo QS no ano, mas não conseguiu reverter o placar, encerrado em 15,76 a 13,53 pontos. Laura Raupp festejou bastante o título, especialmente por ser novamente em uma etapa do LayBack Pro, promovida pelo seu patrocinador.

Tainá Hinckel destruiu as esquerdas da Prainha com a potência do seu backside (Crédito da Foto: Luiz Blanco / LayBack Pro)

DECISÃO MASCULINA – Após a final catarinense, outro duelo eletrizante fechou a segunda edição do LayBack Pro Prainha no sábado, com dois surfistas que nunca tinham decidido título em etapas do WSL Qualifying Series. O cearense Cauã Costa mora há muitos anos no Recreio dos Bandeirantes, bairro onde fica a Prainha, então contava com o apoio da torcida local e especialmente de toda a sua família. Ele é da mesma geração do paulista Kaue Germano, criado nas ondas de São Sebastião, na cidade de Gabriel Medina.

Com a vitória, Cauã Costa subiu da oitava para a quarta colocação no ranking regional da WSL South America, que classifica sete surfistas para o Challenger Series, o circuito de acesso para a elite do World Surf League Championship Tour. Já Kaue Germano saltou da 26.a para a 15.a posição, usando os aéreos para liquidar dois gigantes no sábado, o também paulista Weslley Dantas que vinha fazendo recordes a cada dia e outro surfista local da Prainha, o experiente Leandro Bastos. Cauã Costa passou pelo carioca Pedro Neves e pelo índio paraibano que também mora no Recreio dos Bandeirantes, Samuel Igo. Já a grande final foi uma verdadeira batalha de aéreos full-rotation de frontside, nas boas ondas do sábado na ensolarada Prainha.

BATALHA DE AÉREOS – Cauã Costa acertou o primeiro nas direitas e largou na frente com 8,50. Kaue Germano respondeu com nota 8,00, também aterrissando com perfeição do giro completo no ar numa esquerda. Depois, Cauã pegou uma esquerda e fez uma série de manobras de backside que valeram nota 6,53. Mas, o cearense acertou outro full-rotation nas direitas, que recebeu 7,67. Kaue ficou precisando de 8,18 para vencer e pegou outra esquerda no último minuto, arriscou mais um full-rotation, completou o aéreo e ficou a expectativa pela nota. Ela saiu 7,73 e o placar foi encerrado com os dois maiores somatórios do último dia, 16,17 a 15,73 pontos.

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Cauã Costa voando para a vitória nas direitas da Prainha (Crédito da Foto: Luiz Blanco / LayBack Pro)

Kaue Germano também ficou feliz com o resultado, principalmente pelas boas baterias que disputou na Prainha, incluindo as manobras aéreas no seu repertório.

Kaue Germano usou os aéreos de frontside para chegar em sua primeira final (Crédito da Foto: Luiz Blanco / LayBack Pro)

ABRAÇO NA PRAINHA – Durante a primeira semifinal feminina, aconteceu o Abraço na Prainha, com o público que encheu a praia no sábado, dando as mãos nos 700 metros de extensão da praia. Foi uma manifestação pela Prainha ser condecorada com a Bandeira Azul, uma distinção atribuída anualmente pela Fundação Ambiental (FEE), a praias que cumprem um conjunto de requisitos de qualidade ambiental, segurança, bem-estar, infraestruturas de apoio, informação aos visitantes e sensibilização ambiental. A Bandeira Azul pode ser considerada como um símbolo de garantia de qualidade de uma praia.

GALERIA DOS CAMPEÕES DO LAYBACK PRO:
2023 no Rio de Janeiro: Cauã Costa (CE) e Laura Raupp (SC)
2023 em Florianópolis: Luan Wood (SC) e Silvana Lima (CE)
2022 no Rio de Janeiro: João Chianca (RJ) e Summer Macedo (RJ)
2022 em Florianópolis: Michael Rodrigues (CE) e Daniella Rosas (PER)
2021 em Florianópolis: Eduardo Motta (SP) e Laura Raupp (SC)

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO LAYBACK PRO PRAINHA:

DECISÃO DO TÍTULO MASCULINO:
Campeão: Cauã Costa (BRA) por 16,17 pts (8,50+7,67) – 1.000 pontos
2.o lugar: Kaue Germano (BRA) com 15,73 pts (8,00+7,73) – 800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 650 pontos:
1.a: Kaue Germano (BRA) 14,06 x 10,90 Leandro Bastos (BRA)
2.a: Cauã Costa (BRA) 14,27 x 14,00 Samuel Igo (BRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 500 pontos:
1.a: Kaue Germano (BRA) 13,40 x 12,70 Weslley Dantas (BRA)
2.a: Leandro Bastos (BRA) 11,67 x 10,63 Patrick Plachi (BRA)
3.a: Samuel Igo (BRA) 14,57 x 12,83 Heitor Mueller (BRA)
4.a: Cauã Costa (BRA) 13,50 x 5,00 Pedro Neves (BRA)

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:
Campeã: Laura Raupp (BRA) por 15,76 pts (8,83+6,93) – 1.000 pontos
2.o lugar: Tainá Hinckel (BRA) com 13,53 pts (7,50+6,03) – 800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 650 pontos:
1.a: Laura Raupp (BRA) 13,77 x 13,17 Sophia Medina (BRA)
2.a: Tainá Hinckel (BRA) 15,34 x 10,64 Naire Marquez (BRA)

RANKINGS DE 2023/2024 DA WSL SOUTH AMERICA:

TOP-10 DA CATEGORIA MASCULINA – 6 etapas:
1.o: Ian Gouveia (BRA) – 5.000 pontos
2.o: Luel Felipe (BRA) – 3.900
3.o: Mateus Herdy (BRA) – 3.842
4.o: Cauã Costa (BRA) – 3.632
5.o: Heitor Mueller (BRA) – 3.225
6.o: Lucas Vicente (BRA) – 3.108
7.o: Rodrigo Saldanha (BRA) – 2.940
8.o: Nacho Gundesen (ARG) – 2.841
9.o: Rafael Teixeira (BRA) – 2.577
10.o: Mateus Sena (BRA) – 2.432

TOP-10 DA CATEGORIA FEMININA – 6 etapas:
1.a: Tainá Hinckel (BRA) – 6.300 pontos
2.a: Sophia Medina (BRA) – 5.700
3.a: Laura Raupp (BRA) – 4.575
4.a: Vera Jarisz (ARG) – 4.482
5.a: Isabelle Nalu (BRA) – 3.892
6.a: Kalea Gervasi (PER) – 3.075
7.a: Naire Marquez (BRA) – 2.932
8.a: Kayane Reis (BRA) – 2.832
9.a: Karol Ribeiro (BRA) – 2.535
10.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 2.300

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