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Gabriel Medina: “Já passei por algumas (decisões duvidosas) então estava preparado, mas machuca muito.”

Em recente entrevista ao podcast Podpah, Gabriel Medina falou sobre histórias marcantes da carreira; seus títulos mundiais e outros assuntos, como o resultado duvidoso em sua bateria nas Olimpíadas; seu histórico backflip e a amizade com o jogador de futebol Neymar.

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O tricampeão mundial também citou que a conquista de 2021 foi a mais difícil entre os títulos.

“Depois do primeiro título mundial, as coisas mudaram, consegui minha casa, carro. Após 2014, financeiramente minha vida foi show. E o título mais difícil foi de 2021 por tudo que eu estava vivendo que não é segredo (sobre a história com a família e relacionamento). O surfe foi uma válvula de escape, foi o meu melhor ano competindo. Meu pior resultado foi um 5° – que foram notas descartadas – o resto foi primeiro ou segundo.”

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Ele, que conquistou seu primeiro título mundial aos 2014 e quatro anos depois foi bicampeão; e consagrou-se tricampeão mundial em 2021, também falou sobre a decisão polêmica das Olimpíadas de Tóquio, que supostamente o tirou do pódio junto do brasileiro Italo Ferreira.

“A experiência foi legal, o pós-Olimpíadas é o estágio número 1 do esporte. Fazer parte disso foi muito importante para o surf. O Italo (Ferreira) acabou ganhando e deu uma visibilidade gigante no Brasil, era para ter sido uma dobradinha”. Na sequência, ele completou:

“Já passei por algumas (decisões duvidosas) então eu já estava preparado, mas machuca, machuca muito. O esporte educa bastante: ganhar e perder. Você precisa estar bem com você mesmo para ir bem. Teve uma época que eu parei de me preocupar com coisas que não tenho controle. Eu amo surfar, eu me preocupo em dar o meu melhor. O surf é um esporte subjetivo, o juíz pode chegar e dar a nota que ele quer. Ele é humano também e se ele não for com a tua cara, ponto, não é.”

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O surfista de Maresias também falou sobre a questão da mudança do regulamento para a WSL Finals. Se antes era disputa por pontos corridos, agora, são disputadas dez etapas e, na 11ª, os cinco melhores decidem o título em Lower Trestles, na Califórnia.

“Achei não tão justo porque quando era pontos corridos, era mais justo. O ano todo competindo e quem for melhor durante as etapas e você precisa lidar com vitórias, derrotas, viagens, mental e fisicamente.”

No papo com duração de pouco mais duas horas, Medina também abordou a amizade com o jogador de futebol Neymar e o desejo de ser o primeiro brasileiro a conquistar o título mundial, o qual o atleta realizou quando tinha 20 anos.

Clique aqui e assista ao podcast na íntegra.

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