Billy Kemper é tetracampeão e Paige Alms é tricampeã do cbdMD Jaws Challenge. Lucas Chumbo e Michaela Fregonese chegam à final e ficam em 6º

Por Redação HC

No meio dos anos 90, entre 1994 e 1998, os mundiais masculino e feminino da ASP foram dominado por dois surfistas, Kelly Slater e Lisa Andersen. Ninguém mais ganhava. O que vemos hoje após a conclusão de mais um campeonato da WSL em Peahi, o cbdMD Jaws Challenge é mais ou menos isso: Billy Kemper e Paige Alms são os donos do principal campeonato de ondas grandes da World Surf League, um reinado reforçado com mais uma vitória, nesta quinta (12).

“Esse é meu orgulho e minha alegria, eu soo, sangro e choro por essa onda… Jaws é o meu quintal, e eu sou um cara territorialista”, mandou o marrento Billy Kemper, com certeza um dos melhores personagens a surgir no surf competitivo nos últimos anos. Kemper havia sido campeão do Pipe Invitational poucos dias antes e havia acabado de chegar em Maui, sua ilha natal, após uma boa apresentação no Pipe Masters — ele superou o líder do Circuito Mundial, Italo Ferreira, na abertura do campeonato e perdeu em uma excelente bateria para o local de Oahu Seth Moniz.

Lucas Chumbo foi o único representante brasileiro escalado para a competição e fez bonito, avançando duas baterias e garantindo um lugar na grande final.

A decisão, entretanto, não correu como Chumbo esperava. Logo no começo, o local de Saquarema tomou uma vaca assustadora em uma onda grande até para os padrões do dia. Foi jogado para o inside, tomou mais algumas espumas gigantes na cabeça, se enrolou para agarrar o jet, soltou do sled e tomou mais uma espuma na cara, tentou agarrar a prancha de novo, não conseguiu… Uma breve epopeia, que com certeza teve alguma influência no fato de Chumbo não ter pego mais nenhuma ondinha sequer nos 50 minutos seguintes de bateria.

O maluco australiano Russel Bierke foi um dos destaques do campeonato, pegando a primeira onda de todas e logo de cara arrancando um tubaço. Ele não acabou eliminado na semi mas o registro de sua onda vai ficar, assim como a do havaiano Eli Olsson.

Ian Walsh, Nathan Florence, Kai Lenny e Makua Rothman foram os outros finalistas, ao lado de Chumbo, que desafiaram o reinado de Kemper, todos com boas ondas surfadas na final.

O campeonato feminino, com menos surfistas, mostrou novamente a evolução das mulheres no surf de ondas grandes. Considerando quão recente é o apoio ao big surf feminino, o desempenho de nomes como Keala Kennelly, Paige Alms e Felicity “Flick” Palmateer nos leva a crer que muito em breve as melhores delas estarão em um patamar muito próximo aos homens (embora essa comparação não seja necessária, é algo para se chamar a atenção).

O Brasil teve duas surfistas na competição, Raquel Heckert e Michaela Fregonese. As duas surfaram na mesma bateria da semi, e Michaela, com um drop suicida em uma bomba da série, conseguiu se classificar para a final, concluída na sexta posição, como Chumbo.

As atenções da WSL se voltam agora para o Pipe Masters, que pode ser concluído nesta sexta-feira mesmo. Fique ligado!