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Causa da morte de irmão de Mick Fanning é motivo para alerta

Na semana passada a comunidade do surf australiana se comoveu com a morte de Ed Fanning, irmão do tricampeão mundial Mick Fanning, prestando solidariedade à família e amigos, relembrando com carinho o legado deixado por ele. Foi anunciado que Ed havia falecido em Madagascar, onde trabalhava há alguns anos num surf camp. No entanto, num primeiro momento, não se esclareceu a causa da morte. O que acabou acontecendo dois dias depois, levantando um alerta para todos os surfistas, em especial os viajantes.

Em um comunicado oficial, o Kirra Surfriders Club, do qual os irmãos Fanning eram membros, detalhou o ocorrido. “Ed cortou o pé e, infelizmente, se infectou gravemente a ponto de ter que ser levado de barco para a cidade mais próxima, a uma hora de distância, para ser hospitalizado. O hospital fez tudo o que pôde para ajudar Ed, mas a infecção era muito forte e seu coração cedeu.”

A morte de Ed Fanning serve como um aviso importante dos perigos de infecções após cortes durante viagens de surf. Cortes e feridas, mesmo que pequenos, podem se tornar graves se não forem tratados adequadamente, especialmente em locais remotos com acesso limitado a atendimento médico.

Os ferimentos corto contusos (FCC) representam uma parcela significativa das lesões agudas no surf, com a cabeça, os pés e as pernas sendo as áreas mais frequentemente afetadas. Os FCCs no surf são responsáveis por cerca de 30% a 47% de todas as lesões agudas do esporte, sendo as quilhas responsáveis por 41% desses acidentes, conforme estatísticas do estudo “Epidemiologia dos acidentes de surfe no Brasil”.

Diante de um corte, os primeiros cuidados são extremamente importantes para uma boa evolução do problema.

Para evitar infecções, os surfistas devem tomar as seguintes precauções:

  • Lavar exaustivamente a ferida com água doce e sabão após o acidente.
  • Remover qualquer resíduo, como areia ou detritos.
  • Aplicar um curativo limpo e seco na ferida.
  • Manter a área ferida limpa e seca durante o processo de cicatrização.
  • Procurar atendimento médico imediatamente se a ferida apresentar sinais de infecção, como vermelhidão, inchaço, dor, pus ou febre.

Após uma avaliação médica, algumas das principais complicações que podem surgir de ferimentos corto contusos (FCC), mesmo quando tratados, incluem infecções e a abertura dos pontos de sutura, o que pode prolongar o tempo de recuperação.

É importante ficar atento aos sinais de alerta, como secreção purulenta, vermelhidão, inchaço, febre local ou sistêmica, e alterações no padrão de dor. Caso esses sinais se manifestem, é crucial buscar novamente assistência médica para evitar complicações mais graves.

Em muitos casos, especialmente durante expedições em locais remotos ou em “boat trips”, onde a assistência médica é limitada, a decisão sobre o tratamento pode ser deixada nas mãos de terceiros. No entanto, em situações de traumas graves, o mais prudente é interromper as atividades e procurar atendimento médico profissional o mais rápido possível.

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Após o tratamento inicial, é recomendável aguardar pelo menos três dias antes de retornar à prática do surf. No entanto, esse tempo pode ser significativamente maior dependendo da profundidade, localização e extensão do ferimento.

Lembre-se também de evitar a exposição ao sol direto, pois isso pode prejudicar o processo de cicatrização. Manter a vacinação contra o tétano em dia e ter um kit de primeiros socorros disponível são medidas preventivas essenciais para garantir uma recuperação mais rápida e segura após um ferimento durante uma surf trip.

Por fim, é altamente recomendável que os surfistas sempre viajem com um seguro de viagem abrangente. Um seguro adequado pode fornecer cobertura para despesas médicas emergenciais, evacuação médica, repatriação e outras eventualidades que possam surgir durante uma viagem de surf, oferecendo assim mais proteção em situações inesperadas.

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