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Brasileiros fazem boa estreia no mar clássico que abriu a etapa de Pipeline no Havaí

A etapa mais famosa do mundo, o Billabong Pro Pipeline, a primeira que abre o Championship Tour (CT), teve início ontem (29) em um mar clássico, com ondas que chegavam aos doze pés.

Somente a categoria masculina foi pra água para o round 1 e, em seguida, a repescagem.

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Billabong Pro Pipeline 2022

O primeiro dia de competição do circuito mundial de surf contou com a apresentação dos campeões do mundo Italo Ferreira (BRA), John John Florence (HAV) e Kelly Slater (EUA). Enquanto os dois primeiros venceram suas baterias, Kelly também avançou direto para o round 3 ao ficar em segundo lugar no seu heat.

Entre os três favoritos, o destaque fica para o havaiano que fez o segundo maior somatório do dia (17.13), com dois tubos excelentes, um 8.60 e o outro 8.53. A bateria foi contra os brasileiros João Chianca e Jadson André.

Italo Ferreira, entretanto, não conseguiu um resultado expressivo, apesar de ter vencido sua bateria contra australiano Callum Robson (6,17) e o peruano Miguel Tudela (4,03). O campeão do mundo de 2019, chegou a trocar de prancha, mas mesmo assim somou apenas 7.06.

Filipe Toledo competiu contra Samuel Pupo e Ivan Florence. Apesar de ter sido uma bateria de resultados bem baixos, os dois brasileiros avançaram direto, com Filipe fazendo 7 pontos e Samuca 4.57.

Caio Ibelli, Miguel Pupo e João Chianca garantiram o segundo lugar em suas respectivas batalhas e foram direto para o Round 3. Já Deivid Silva e Jadson André foram para a repescagem. Ambos caíram na mesma bateria, com o costa riquenho Carlos Munoz, que levou a melhor contra eles, enquanto Jadson foi o eliminado.

João Chianca e a melhor apresentação brasileira do dia

Apesar de ter afirmado em entrevista que suas expectativas para o CT eram baixas, o estreante na elite, João Chianca deu um verdadeiro show em sua bateria. A sua primeira onda da vida no circuito foi um 8.43 pontos, com um tubão que ele entrou após um drop incrível para Pipeline sem as mãos na borda.

 Em contrapartida, John John Florence não começou bem na bateria e fez duas notas na casa de 1 ponto nas ondas iniciais. Depois, o havaiano subiu o nível e encontrou as duas melhores notas da bateria (8.60 e 8.53, respectivamente).

John John Florence fez o segundo maior somatório do dia – Foto: Tony Heff/World Surf League

João seguiu ativo e após algumas tentativas encontrou mais um 6.87 no somatório que foi o suficiente para garantir a vaga na terceira fase.

Uma estreia incrível do novato que alcançou 15.30, o maior somatório brasileiro do primeiro dia.

Jadson não se encontrou na disputa e levou uma vaca perigosa. O atleta ficou bem, terminou a bateria em terceiro lugar, mas foi eliminado na repescagem.

Jack Robinson e Jordy Smith em outro nível

Com o swell de noroeste, as esquerdas de Pipe foram o principal caminho escolhido para as vitórias. O australiano Jack Robinson competiu numa das baterias mais aguardadas do dia e, apesar de só ter surfado duas ondas, garantiu o maior somatório do dia, 18.67. Jack anotou um 9.17 na primeira onda e depois encontrou a onda quase perfeita que valeu 9.50.

 Na sua disputa, estava o onze vezes campeão do mundo, Kelly Slater, que foi um dos únicos a aproveitar as direitas de backdoor para definir seu resultado de 8.57 e 8 pontos. Na bateria entre eles, o peruano Lucca Mesinas foi para a repescagem.

Já Jordy Smith (AFR) fez uma estreia bem fraca e perdeu o atalho para o Round 3 no minuto final da bateria. O havaiano Ezekiel Lau ficou em segundo lugar e o australiano Owen Wright venceu com certa tranquilidade.

No entanto, na repescagem, o sul africano mostrou que está forte. Na segunda disputa da fase, ele arrancou um 9.73, com um tubo incrível e a maior nota do dia, que garantiu a vitória do confronto e, consequentemente, a classificação para a terceira fase.

Wildcard Barron Mamiya com somatório excelente

Barron Mamiya foi convidado e deu trabalho aos seus adversários – Foto: Brent Bielmann/ World Surf League

O convidado para a etapa, Barron Mamiya, entrou na água na quarta bateria, mas foi o primeiro atleta a conseguir um somatório excelente no Billabong Pro Pipeline. O havaiano que ficou em segundo lugar no QS HIC Pipe, tirou um excelente 8.17 ao dropar de backside para Pipeline com a mão na borda e mostrar que tem uma leitura apurada da onda. Na sequência, ele completou outro tubão que valeu 6.17 e, perto do final da disputa, garantiu sua melhor nota, com um tubo ainda mais profundo, de 8.40 pontos. Barron garantiu o somatório 16.57 e avançou em primeiro lugar com autoridade de um local experiente na onda.

Próxima chamada hoje (30)

As ondas continuam bombando na Rainha de North Shore e a WSL anunciou a próxima chamada do Billabong Pro Pipeline para esse domingo (30), às 15 horas.

Clique aqui e assista o replay do primeiro dia do evento.

PRÓXIMAS BATERIAS DO BILLABONG PRO PIPELINE:

TERCEIRA FASE – Vitória=Oitavas de Final / 17.o lugar com 1.330 pontos e US$ 10.000:
1.a: Conner Coffin (EUA) x Barron Mamiya (HAV)
2.a: Kelly Slater (EUA) x Jake Marshall (EUA)
3.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Owen Wright (AUS)
4.a: Leonardo Fioravanti (ITA) x Nat Young (EUA)
5.a: Italo Ferreira (BRA) x Miguel Tudela (PER)
6.a: Miguel Pupo (BRA) x Connor O´Leary (AUS)
7.a: Frederico Morais (PRT) x Carlos Munoz (CRI)
8.a: Kolohe Andino (EUA) x Lucca Mesinas (PER)
9.a: Filipe Toledo (BRA) x Ivan Florence (HAV)
10: Seth Moniz (HAV) x Ezekiel Lau (HAV)
11: Jack Robinson (AUS) x João Chianca (BRA)
12: John John Florence (HAV) x Jackson Baker (AUS)
13: Griffin Colapinto (EUA) x Caio Ibelli (BRA)
14: Ethan Ewing (AUS) x Callum Robson (AUS)
15: Deivid Silva (BRA) x Samuel Pupo (BRA)
16: Jordy Smith (AFR) x Matthew McGillivray (AFR)

Por Mariana Broggi

 

 

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