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Big Wave Babes incentiva mulheres no surf de ondas grandes

Fundado pela californiana Delia Bense-Kang e pela guatemalteca Polly Ralda, o movimento Big Wave Babes está quebrando barreiras no mundo do surf, oferecendo um camp exclusivo para mulheres interessadas em surfar ondas grandes. Localizado no North Shore de Oahu, no Havaí, o programa oferece uma semana de imersão completa no universo do big surf, combinando treinamento físico e mental, além da criação de uma comunidade de apoio feminina.

O acampamento surgiu da necessidade de fornecer às mulheres as habilidades e o conhecimento necessário para enfrentar ondas grandes. “Como surfistas de ondas grandes, fazemos todo esse treinamento – treinamento mental e físico. Levamos anos para aprender tudo isso e houve muitas tentativas e erros. Então pensamos: por que não compartilhamos tudo o que aprendemos com outras mulheres? Não há muitas oportunidades para as mulheres aprenderem essas coisas. Então, queríamos resolver o problema com nossas próprias mãos”, explicou Delia Bense-Kang sobre a iniciativa.

O programa do camp inclui uma variedade de atividades destinadas a melhorar tanto o desempenho físico quanto o bem-estar mental das participantes. Entre os exercícios estão treinamento respiratório, treinamento na piscina com pesos, alongamentos dinâmicos, yoga e exercícios específicos para o surf. Além disso, a imersão promove atividades de mindfulness, como definição de metas, visualização e discussões sobre medos e crenças limitantes. “Queremos ajudar as mulheres a se sentirem mais confortáveis na água, a serem ativas, independentemente do tipo de surf que queiram fazer”, contou Bense-Kang.

Durante o primeiro retiro, o camp recebeu oito mulheres de diferentes partes do mundo, incluindo Espanha, México e Estados Unidos. As participantes relataram experiências transformadoras tanto no surf quanto em suas vidas pessoais. “Depois de alguns dias, tivemos uma aula de yoga e olhei ao redor e todas estavam chorando. Elas superaram muitos medos, e foi uma espécie de libertação”, relatou Bense-Kang.

Segundo a fundadora, um dos objetivos do surf camp é preencher a lacuna existente no treinamento de segurança aquática para mulheres. “Acho que muitas mulheres podem se sentir intimidadas em se juntar a uma aula que é 90% composta por homens, ou pedir a um cara com um jet ski para ensinar segurança aquática. Então, é aí que queríamos preencher essa lacuna”, explicou Bense-Kang. O camp também inclui aulas de primeiros socorros, RCP (reanimação cardiorrespiratória) e resgate aquático, ministradas por socorristas experientes.

Além da surf trip, as Big Wave Babes lançaram uma linha de trajes de banho projetados para mulheres que surfam em qualquer condição, grande ou pequena. O objetivo é, eventualmente, criar equipamentos de segurança, como trajes de impacto e coletes de inflação, especificamente adaptados para o corpo feminino.

Diante do contexto de ascensão e maior destaque feminino no surf, Bense-Kang e Ralda vislumbram um futuro positivo. “O nível vai estar muito mais alto. Você vai remar para uma sessão de ondas grandes e verá um número igual de homens e mulheres. Acho que as mulheres vão pegar ondas mais insanas, e as mulheres mais jovens vão botar pra baixo. Tudo se resume a essas surfistas em ascensão vendo o que é possível. Quanto mais elas virem, mais elas vão querer fazer isso também”, prevê Bense-Kang.

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Com a visibilidade crescente e a criação de espaços inclusivos como o oferecido pelas Big Wave Babes, a próxima geração de mulheres surfistas terá cada vez mais oportunidades para se destacar no cenário das ondas grandes.

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