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Aquecimento global: países estão sendo engolidos pelo mar

O aquecimento global é um fenômeno que todos já ouvimos falar na escola, em noticiários, publicações e em relatórios sobre o meio ambiente. O termo diz respeito ao aumento da temperatura média do planeta, que segue se intensificando ano após ano, desde a Revolução Industrial.

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Mas o buraco é mais embaixo, porque se a humanidade não tomar ações drásticas com o objetivo de minimizar o aquecimento global, vários países podem ser engolidos pelo mar. Segundo a plataforma de monitoramento climático da NASA o nível do mar está aumentando a um ritmo de 3,4 milímetros por ano atualmente, que tende a ser acelerado. Desde 1993, quando a agência começou a registrar os dados, o aumento foi de cerca de 10 centímetros.

Gráfico de observação do nível do mar por satélite. – Foto: reprodução plataforma NASA

As projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) relatam que um aumento de 2ºC até o final deste século resultaria em cerca de meio metro de elevação do nível do mar, devido ao derretimento das geleiras e, consequentemente, à dilatação da água do oceano.

Países tropicais já estão afundando

Um aumento do nível do mar entre 1,7 a 2 metros é capaz de afundar totalmente alguns países ou ao menos torná-los inabitáveis, já que alguns são formados por ilhas pequenas e planas. Como é o caso de alguns territórios das Maldivas e das Seychelles que já estão construindo muros de contenção – que destróem as paisagens naturais – para impedir o desaparecimento das praias. Agora, máquinas de drenagem de areia compõem o visual.

As Maldivas são um dos principais locais em risco, por ter o terreno mais baixo do mundo. O território tem 80% de suas 1190 ilhas situadas a menos de 1 metro acima do nível do mar. Os dados mostram que boa parte do seu território pode se tornar completamente inabitável até 2050.

Já no caso de Seychelles, muitas praias estão perdendo areia e já poderiam ter desaparecido se não fosse pela construção de muros de contenção. Formado por 115 ilhas no Oceano Indíco, o arquipélago concentra cerca de 90% de sua infraestrutura – estradas, escolas, hospitais, portos – na zona costeira, que estão sofrendo com os impactos da erosão.

Tuvalu é outro exemplo de um dos países mais vulneráveis. Formado por 9 ilhas no Pacífico, com 12 mil habitantes, o pequeno país tem altura média de 2 metros acima do nível do mar. Para a COP26, conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, o ministro de relações exteriores, Simon Kofe, gravou um discurso em que aparece de terno com água nos joelhos.

Mensagem de Simon Kofe à COP26: “Estamos afundando, mas a mesma coisa está acontecendo com todos” – Foto: reprodução

A conta chega e é mais alta para alguns

Todos pagarão essa conta do aquecimento global, mas alguns pagarão antes e mais do que outros. Por exemplo, enquanto no Brasil tudo indica para um aumento do nível do mar que chegue a 1,7 metros nos próximos 50 ou 60 anos – o que já traria impactos significativos nas zonas costeiras – alguns paraísos tropicais do planeta, como Maldivas, Seychelles, Tuvalu e Filipinas, entre outros, já estão vendo isso acontecer com o desaparecimento da área total ou parcial nos próximos anos.

Os mais afetados são, em geral, países pobres, que não contam com recursos para lidar com o problema — como acontece nos Países Baixos, por exemplo, onde um tecnológico sistema protege parte do território que está abaixo do nível do mar.

A expectativa era de um acordo entre os grandes emissores de gases de efeito estufa e esses países vulneráveis, com o intuito de recompensá-los com fundos. No entanto, isso não aconteceu e foi considerado por muitos ativistas o grande fracasso da COP26, em Glasgow.

 

 

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