Veterano do Championship Tour, o australiano Adrian Buchan vem ganhando destaque por seu ativismo ambiental dentro e fora do mundo do surf.

Recentemente entrevistado pelo The Guardian, Buchan foi enfático ao criticar a forma como o governo do seu país lida com a crise climática.

“O interesse dos combustíveis fósseis na política australiana virou uma espécie de piada internacional”, disse o surfista ao alertar sobre o uso dos recursos naturais.

Atualmente Adrian Buchan ocupa a 19ª posição no ranking mundial. Em agosto de 2019 o australiano foi contemplado com o prêmio WSL Pure, por suas ações em defesa dos oceanos.

Pelo prêmio, Buchan teve o direito de nomear uma entidade sem fins lucrativos para receber US$ 25 mil oferecidos pela WSL.

Ademais, Ace escolheu o Climate Council – organização líder em comunicações sobre mudanças climáticas da Austrália.

O australiano, por certo, está cada vez mais envolvido em iniciativas de preservação ambiental.

“Essa viagem abriu meus olhos”

adrian buchan

Adrian Buchan: “Podemos usar nossa imagem para influenciar positivamente as pessoas. Foto: WSL / Ethan Smith

Pouco antes da pandemia de Covid-19, passou uma semana em Tarkine, uma região selvagem na Tasmânia, para denunciar queimadas criminosas na região.

Posteriormente a essa experiência, que, segundo Buchan, “abriu seus olhos”, o top intensificou suas ações pró meio ambiente, alertando sobre os riscos de se negar o que dizem os cientistas:

“A ciência é super clara. Precisamos adotar mais fontes de energias renováveis. (Este) é o único caminho responsável”, disse ao The Guardian.

Buschan, todavia, acredita que pessoas influentes, como os tops da WSL, podem usar sua imagem para influenciar de forma positiva outras pessoas através de pequenas ações.

Com efeito, o australiano adoptou como prática, levar consigo três pedaços de lixo ao sair da praia. São pequenos gestos fazem a diferença.

Contudo, Ace reconhece que em um mundo altamente polarizado, esta postura também afasta fãs.

“Obviamente, como atleta, piso em uma linha ténue”, declarou. Contudo, foi enfático:

“Talvez afaste algumas pessoas que não concordam comigo, mas acho que para aquelas que pensam como eu, esse vínculo, de fato, fica mais forte”.

Para ler a entrevista (em inglês) clique aqui.