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100% de vitórias brasileiras no 3º dia do Mundial Júnior da WSL

O Brasil segue com força máxima para tentar aumentar para 10, o recorde de títulos no Mundial Junior da World Surf League. Na quinta-feira de ondas maiores e mais desafiadoras em Oceanside Pier, só teve competição masculina e os três brasileiros passaram para as quartas de final do SAMBAZON World Junior Championships organizado por Best Western na Califórnia, Estados Unidos. Ryan Kainalo venceu sua bateria registrando um novo recorde de 15,83 pontos, Heitor Mueller ganhou a primeira nota na casa dos 9 pontos do dia e Leo Casal confirmou os 100% de vitórias verde-amarelas nas oitavas de final.

As oitavas de final femininas ficaram para abrir a sexta-feira, com a primeira chamada marcada para as 7h15 em Oceanside, 12h15 no fuso horário de Brasília. A peruana Sol Aguirre, tetracampeã sul-americana Pro Junior da WSL South America, está na segunda bateria com a havaiana Eweleiula Wong. E a brasileira Laura Raupp, que na quarta-feira bateu todos os recordes entre as meninas, entra na sexta com a japonesa Nanaho Tsuzuki. A competição decide os últimos títulos mundiais de 2023 da WSL e está sendo transmitida ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

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Nas quartas de final masculinas, o catarinense Heitor Mueller entra na primeira com o vice-campeão mundial Junior de 2022, Levi Slawson. Ryan Kainalo enfrenta outro norte-americano no confronto seguinte, Jett Schilling. São os dois últimos representantes dos Estados Unidos, que não conseguiu nenhum título nas 22 edições do Mundial Junior Sub-20 da WSL, realizadas desde 1998. Leo Casal despachou um deles, vingando a derrota sofrida para Taj Lindblad na primeira fase. Agora, vai encarar o campeão mundial no Mundial Junior da WSL do ano passado na terceira quarta de final, Jarvis Earle, da Austrália.

Mundial Junior recordes
Mar desafiador na quinta-feira em Oceanside Pier atrasou o início da competição. Foto: WSL / Kenny Morris

A quinta-feira amanheceu com um novo swell bombando altas ondas em Oceanside Pier e a comissão técnica decidiu aguardar as condições do mar melhorarem. As oitavas de final masculinas só foram iniciadas as 11h30 e as da categoria feminina foram adiadas para a sexta-feira. O dia começou com uma tranquila vitória do californiano Levi Slawson, sobre o australiano Harley Walters, que tinha feito o maior placar do campeonato na repescagem disputada na quarta-feira. Na sequência, os brasileiros enfrentaram os recordistas de nota dos dois primeiros dias nas ondas de Oceanside Pier.

O vice-campeão sul-americano de 2023, Heitor Mueller, abriu a segunda bateria com uma nota 6,0 e o havaiano Shion Crawford começou com 7,17 na primeira onda. Na quarta-feira, ele conseguiu a maior nota do evento, 9,33. O havaiano se manteve na frente na segunda onda que surfaram, somando 5,53 contra 5,50 do brasileiro. Heitor então soube esperar por uma onda boa e escolheu bem, uma direita da série que armou o paredão para combinar três ataques poderosos de frontside, um rasgadão, um snap e uma batida explosiva na junção. Os juízes deram nota 9,0 e Shion Crawford não conseguiu os 7,84 pontos que ficou precisando para virar o placar, encerrado em 15,00 a 13,20 pontos para Heitor Mueller.

Essa onda foi incrível. Foi um disparo de adrenalina”, disse Heitor Mueller, sobre a onda que valeu nota 9,0, a maior das oitavas de final. “Eu peguei a onda, dei uma rasgada, fiz outra e uma batida bem forte na junção. Essa batida, eu achei até que ia errar, mas acabou que deu certo. Os treinos na Prainha, onde eu moro (em São Francisco do Sul-SC), foram bons para conseguir isso e estou muito feliz. Quero agradecer todo mundo que está na torcida por mim, estou focado, a prancha está muito boa e vamos com tudo”.

RECORDE DE PONTOS – Na quarta bateria, o campeão sul-americano Pro Junior de 2023, Ryan Kainalo, enfrentou o mesmo sul-africano Luke Thompson que derrotou na primeira fase, mas que passou pela repescagem com a segunda maior nota masculina dos dois primeiros dias, 8,33. O ubatubense largou na frente, com 6,50 na primeira onda e logo pegou outra para somar 5,50. O sul-africano também começou bem, com 6,73. Na onda seguinte, o brasileiro acertou um aéreo e trocou 5,50 por 6,17. Na metade dos 30 minutos da bateria, Thompson pega uma esquerda e assume a ponta com nota 6,10.

Ryan Kainalo fica precisando de 6,34 e outra série de ondas só entra quando restavam 10 minutos para o término. Ele escolhe bem, uma direita abrindo a parede para iniciar com um snap forte de frontside no pocket da onda, fazer mais três manobras no crítico e outra na junção. Ryan ganha 7,50 nessa e logo pega uma esquerda para mostrar a força do seu backside. Ele faz uma combinação de três batidas verticais e rasgadas abrindo grandes leques de água, que arrancam nota 8,33 dos juízes. Com ela, Ryan Kainalo sacramentou a vitória com um novo recorde de 15,83 pontos, contra 12,83 do sul-africano.

“Estou muito feliz de vencer essa bateria e chegar nas quartas de final. Eu só queria surfar o meu melhor em cada onda e não sabia como estava a situação das notas”, contou Ryan Kainalo. “Eu não conseguia ouvir nada, porque o vento está bem forte e as ondas quebrando bem longe da praia. Quando aquela esquerda surgiu, eu remei e tentei encaixar manobras com pressão. Depois, fiquei marcando o Luke (Thompson), sem deixar qualquer oportunidade para ele, porque é um ótimo surfista. Estou bem feliz, porque no ano passado perdi nessa rodada. Então, agora só faltam duas baterias para chegar na final”.

BICAMPEÕES MUNDIAIS – Logo após a vitória de Ryan Kainalo, Jarvis Earle confirmou o favoritismo contra o japonês Monnojo Yahagi. Ele tenta repetir um bicampeonato que apenas três surfistas conseguiram em 22 edições do Mundial Junior da WSL, os também australianos Joel Parkinson em 1999 e 2001 e Jack Freestone em 2010 e 2012, depois do cearense Pablo Paulino em 2004 e 2007. O Brasil detém o recorde de 9 títulos conquistados desde 1998, contra 6 da Austrália, 4 do Havaí e 1 da África do Sul, 1 de Portugal e da França.

A lista de brasileiros campeões foi iniciada por Pedro Henrique em 2000, depois teve Adriano de Souza em 2003, Pablo Paulino em 2004 e 2007, Caio Ibelli em 2011, Gabriel Medina em 2013, Lucas Silveira em 2015, Mateus Herdy em 2018 e Lucas Vicente em 2019. Os últimos a festejarem títulos são de Santa Catarina e mais dois catarinenses vão tentar o décimo troféu de campeão mundial Junior da WSL no World Junior Championships 2023, Heitor Mueller e Leo Casal, que confirmou os 100% de vitórias brasileiras na quinta-feira em Oceanside Pier.

Leo Casal garantiu os 100% de classificação brasileira nas oitavas de final. Foto: WSL / Kenny Morris

Leo enfrentou o mesmo americano Taj Lindblad que o derrotou na primeira fase. Ele teve que passar pela repescagem e dessa vez largou na frente, surfando forte de backside uma direita que valeu 6,17. O californiano começou com 4,33 e o catarinense respondeu com 5,77 numa esquerda. Taj Lindblad reagiu na segunda metade da bateria, conseguindo a maior nota do duelo, 6,47. Mas, Leo Casal pegou outra esquerda para atacar forte de frontside e trocar 5,77 por 6,20. Taj Lindblad ficou precisando de 5,90 e o brasileiro fez uma marcação cerrada até o final, para vencer a revanche por 12,37 a 10,80 pontos.

NOVOS RECORDES – Depois da terceira vitória brasileira, o australiano Joel Vaughan fechou a quinta-feira de mar desafiador e altas ondas em Oceanside Pier, registrando novos recordes no Mundial Junior da WSL. Ele já começou de forma fulminante o duelo com o japonês Tenshi Iwami que fechou as oitavas de final, massacrando uma onda que valeu 8,17. Essa nota já no critério excelente do julgamento, acabou sendo descartada, pois Joel Vaughan surfou mais duas ondas incríveis, que os juízes deram notas 9,43 e 9,10. Com elas, aumentou para 18,53, o recorde de 15,83 pontos do Ryan Kainalo.

Joel Vaughan se tornou o recordista absoluto do SAMBAZON World Junior 2023. Foto: @WSL / Kenny Morris

O SAMBAZON World Junior Championships organizado por Best Western decide os últimos títulos mundiais de 2023 da World Surf League, com patrocínio da SAMBAZON, Best Western, Cup Noodles, Visit Oceanside, Original Sprout, Sun Diego, Boxed Water, Board na Brew e Tractor Beverage.

A competição está sendo transmitida ao vivo dos Estados Unidos pelo WorldSurfLeague.com e pelo Aplicativo Canal da WSL no YouTube. O fuso horário da Califórnia é de 5 horas a menos do de Brasília, então a primeira chamada da sexta-feira marcada às 7h15 em Oceanside, serão 12h15 no Brasil.

HIGHLIGHTS DIA 3

RESULTADOS DA QUINTA-FEIRA EM OCEANSIDE PIER:

OITAVAS DE FINAL – Derrota=9.o lugar com US$ 1.500:
1.a: Levi Slawson (EUA) 14,50 x 7,50 Harley Walters (AUS)
2.a: Heitor Mueller (BRA) 15,00 x 13,20 Shion Crawford (HAV)
3.a: Jett Schilling (EUA) 10,83 x 10,50 Sam Piter (FRA)
4.a: Ryan Kainalo (BRA) 15,83 x 12,83 Luke Thompson (AFR)
5.a: Jarvis Earle (AUS) 11,80 x 10,16 Monnojo Yahagi (JPN)
6.a: Leo Casal (BRA) 12,37 x 10,80 Taj Lindblad (EUA)
7.a: Jackson Bunch (HAV) 15,16 x 13,20 Marlon Harrison (AUS)
8.a: Joel Vaughan (AUS) 18,53 x 12,76 Tenshi Iwami (JPN)

PRÓXIMAS BATERIAS DO SAMBAZON WORLD JUNIOR 2023:

QUARTAS DE FINAL – Derrota=5.o lugar com US$ 2.000:
1.a: Levi Slawson (EUA) x Heitor Mueller (BRA)
2.a: Jett Schilling (EUA) x Ryan Kainalo (BRA)
3.a: Jarvis Earle (AUS) x Leo Casal (BRA)
4.a: Jackson Bunch (HAV) x Joel Vaughan (AUS)

OITAVAS DE FINAL – Derrota=9.o lugar com US$ 1.500:
1.a: Erin Brooks (CAN) x Noah Klapp (ALE)
2.a: Sol Aguirre (PER) x Eweleiula Wong (HAV)
3.a: Ellie Harrison (AUS) x Annette Gonzalez Etxabarri (ESP)
4.a: Zoe Benedetto (EUA) x Nora Liotta (HAV)
5.a: Sierra Kerr (AUS) x Keira Buckpitt (AUS)
6.a: Nanaho Tsuzuki (JPN) x Laura Raupp (BRA)
7.a: Bella Kenworthy (EUA) x Louise Lepront (AFR)
8.a: Zahli Kelly (AUS) x Talia Swindal (EUA)

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