Uma ilha no noroeste do Havaí desapareceu do mapa no início deste mês após a passagem do furacão Malaka pelo Oceano Pacífico. A pequena ilha, conhecida como East Island, era abrigo para espécies ameaçadas de focas e tartarugas. Ela foi varrida pela força do furacão, mas também devido à subida no nível do mar.

“Não acreditei que isso tinha acontecido”, disse o pesquisador Chip Fletcher, professor de geociências da Universidade do Havaí que fazia um monitoramento remoto da ilha. Ele coletava amostras visuais e do solo do local para criar estimativas da idade da ilha e sobre seu futuro, tendo em vista os efeitos do aquecimento global.

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“Estamos tristes por ela ter sumido, mas por outro lado aprendemos que estas ilhas estão em situação de risco muito maior do que imaginávamos”, disse ele ao jornal britânico Guardian.

“Achei que essa ilha ainda ia existir por mais uma ou duas décadas, mas era muito mais frágil do que eu pensei. O topo, o meio e o fundo da ilha desapareceram”, disse ele.

O vídeo abaixo foi o último registro feito pelos drones à ilha antes da passagem do furacão Malaka:

O restante do arquipélago havaiano, ao que tudo indica, não sofreu consequências graves da passagem do furacão. Mas o questionamento sobre a força do aquecimento global e os efeitos da subida dos oceanos continua: até quando nossas ondas vão resistir? Como as comunidades litorâneas vão continuar? Isso ainda não sabemos. O fato é que o aquecimento global é real e vai nos afetar cada vez mais.

Para ler a reportagem na íntegra em inglês, entre aqui.

Texto: Redação HC
Imagem: reprodução/Chip Fletcher