Pesquisa pretende mapear rotas dos animais e estudar seu comportamento, métodos de caça e rastreá-los para mais segurança, afirmam cientistas.

Por Redação HC

Pesquisadores colocaram câmeras em oito tubarões brancos caçadores de focas na costa da África do Sul para poder estudar melhor seus métodos de alimentação e caça.

O ambiente de estudo foi selecionado a dedo: a floresta de algas de kelp, local onda as focas costumam se esconder de seus gigantes predadores. O intuito é observar como os tubarões lidam com as dificuldades da caça.

“O filme que coletamos nos dá uma nova perspectiva sobre essa espécie. Podemos ver como eles interagem com o ambiente em tempo real”, disse Oliver Jewell, estudante de doutorado da Universidade Murdoch, na Austrália, em um comunicado à imprensa.

“No passado, teríamos que adivinhar. Nós rastrearíamos os tubarões até a borda da floresta de algas, mas depois perderíamos o sinal. Ser capaz de ver o que esses peixes fazem neste habitat ajuda a trazer uma outra camada de compreensão para o comportamento desses gigantes oceânicos ”, ressalta Oliver.

No experimento foram usadas câmeras especialmente projetadas para capturar a ação. Para implantar com segurança os aparelhos, os pesquisadores primeiro atraíram os tubarões até o barco. Foi utilizada uma isca de selo e um dispositivo semelhante a uma vara de pescar para fixar cuidadosamente a câmera e o sensor de movimento.

A equipe coletou 28 horas de vídeo dos tubarões, mas nenhum deles conseguiu capturar uma foca.

“Várias focas do Cabo também foram capturadas pelas câmeras de tubarão nadando através da floresta de algas. A gravação mostra as técnicas de evasão de predadores, como soprar bolhas em resposta à presença do tubarão ”, disse à equipe em comunicado a imprensa.

Os cientistas disseram em resumo divulgado no portal Biology Letters que o vídeo mostra os tubarões brancos adaptaram suas técnicas para caçar na floresta de kelp, anteriormente considerada inacessível a esses predadores devido a dificuldade de locomoção e localização.

Confira a seguir um trecho do experimento:

 

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