A World Surf League anunciou nesta semana a criação da categoria “Maior onda surfada por uma mulher” na premiação do Big Wave Awards. Com isso, a entidade deve reconhecer, em breve, a maior onda já surfada na história por uma mulher, recorde solicitado por Maya Gabeira com uma bomba em Nazaré no começo deste ano. A carioca luta, desde o início do ano, para que sua onda seja reconhecida e adicionada ao Guinness Book.

A WSL afirmou que está revirando seus arquivos em busca de todas as inscrições já feitas por mulheres no XXL. Até a última edição, de 2018, mulheres disputavam apenas a categoria de melhor performance geral em ondas grandes na temporada.

A onda de Maya em Nazaré é a primeira entrada para a categoria e clara favorita ao título inaugural. A lista de concorrentes tem ainda outra brasileira, a também carioca Andrea Moller. Além delas, outros nomes de peso do big surf entre as mulheres também estão na disputa: Keala Kennely, Justine Dupont, Bethany Hamilton e a atual campeã do Big Wave Tour, Paige Alms.

Assista ao vídeo de todas as ondas concorrentes aqui.

Entenda a reivindicação de Maya Gabeira

Em janeiro deste ano, Maya pegou uma onda prontamente aclamada como a maior já surfada por uma mulher. Desde então, ela vem solicitando a homologação de seu recorde pelo Guinness Book.

Entretanto, para que isso aconteça, o pedido teria que ser feito via WSL, o órgão oficial reconhecido pelo Guinness. A WSL argumentava que, sem uma categoria de maior onda surfada entre as mulheres no Big Wave Award, ela não tinha um histórico de medição de outras ondas, e por isso não teria como fazer a entrada por Maya.

A situação provocou um atrito com a surfista, que revelou, em entrevista exclusiva à HARDCORE, sua frustração.

“A gente também fez um e-mail para o Bill Sharpe [do XXL]. Já tinha escrito um e-mail para ele sobre o assunto cinco anos atrás, na primeira vez que fui para Nazaré”, conta Maya. “Falei que gostaria de ir para lá e catalogar o recorde feminino no Guinness e ele fugiu do assunto: “não, pois é, porque a categoria gostaria muito de ampliar a posição feminina, mas não tem esse dinheiro, e a categoria masculina é a única que mede onda, que é a do Big Wave of The Year e a gente, como Overall Performance, não tem essa medição”. Ele falou isso e eu não consegui nada naquele ano.

“Agora estamos num momento de silêncio dele, que mostrou alguma possibilidade, mas vamos ver se ele vai dar um passo. Seria muito mais fácil se a WSL resolvesse. Se não, vamos homologar. Ele já tem todo o esquema com o Guinness, eles têm o sistema de medição que é aprovado automaticamente e colocado no livro. Mas é isso, a gente depende de uma entidade e de algumas pessoas estarem com vontade de fazer. E eles nunca abriram o protocolo. Então é difícil entender como eles fariam uma média”, disse a big rider.

Leia aqui a entrevista de Maya na íntegra

Texto: Redação HC
Imagem: Bruno Aleixo