O MEO Rip Curl Pro mandou para a água nesta sexta (19) apenas uma bateria, estabelecendo um provável recorde de dia mais curto de competição da história do Circuito Mundial da WSL. A bateria em questão era a última da quarta rodada, entre Julian Wilson, Owen Wright e Adrian Buchan, que havia sido adiada na tarde desta quinta.

“As condições estão ótimas, ainda tem ondulação o bastante para surfar. Mas a maré está subindo e isso pode complicar um pouco as coisas. Vamos monitorar a situação bateria a bateria, mas vamos começar com a última bateria do round quatro e daí seguir para as quartas”, disse o comissário reserva Travis Logie, no começo do dia.

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“Então o evento parar a qualquer momento é uma possibilidade?”, perguntou Strider, que o entrevistava. “Aqui na Europa o efeito da maré é enorme, a gente pode ir de um mar bombando a praticamente flat em um instante, então durante todo o campeonato vamos monitorar a situação. Mas agora temos ótimas ondas e bons tubos, então vamos começar”, explicou Travis.

Em sua primeira onda, Julian ficou na indecisão sobre um aéreo. Ace arriscou um tubo e não saiu. Owen já partiu para o combo de duas manobras – com sorte, três – que definiria as performances nesse confronto.

Em resumo, nada espetacular aconteceu. Nenhuma tentativa de aéreo, nenhum tubo completado, nenhuma disputa feroz por prioridade. Com exceção de uma patada jogando a rabeta de Owen, surf feijão com arroz em seu máximo.

No final do duelo, Travis e Strider entram em cena novamente.

“Temos a opção de continuar o evento hoje, com a maré subindo e um swell decrescente, ou amanhã, com a maré também subindo mas com um swell ganhando tamanho. Então é isso, vamos parar o campeonato agora. Estamos satisfeitos por correr essa bateria, houve boas ondas e bastante oportunidade para todos”, explicou o comissário.

Italo Ferreira e Michel Bourez surfariam na sequência, abrindo as quartas de final, se o evento fosse continuar. Estranhamente, não houve nenhum sinal dos dois na área de competição durante toda a bateria desta manhã.

Julian ficou alguns décimos atrás de Owen e um ponto à frente de Buchan. O candidato australiano ao título mundial da temporada enfrenta o francês Joan Duru no terceiro confronto das quartas.

Em sua melhor participação no CT em 2018, Duru, que já eliminou Filipe Toledo na terceira fase, tem a chance de dar outro presentão a Gabriel Medina caso passe por Wilson. Incentivo para o francês vencer é o que não falta, já que é a sua própria permanência na elite que está em jogo.

Medina surfa na segunda bateria das quartas, contra seu companheiro de equipe Matt Wilkinson. Owen Wright e Kanoa Igarashi decidem a última vaga na semi.

Texto: Fernando Maluf
Imagens: WSL/Reprodução