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sexta-feira, 24 maio, 2024
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Vídeo: Torren Martyn encara Shipstern Bluff numa biquilha

A impressão é de que surfar Shipstern numa biquilha seria adicionar ainda mais perigo a uma situação que já é de alto risco, mas no filme "The Notes in Between" fica provado que é possível

Laurie Towner e Torren Martyn são dois excelentes surfistas australianos que direcionaram suas carreiras para longe das arenas de competição. Laurie consolidou sua reputação de caçador de tubos insanos com performances marcantes em picos como Shipstern Bluff, Teahupoo e Cloudbreak, entre outros. Torren é o retrato mais puro do que se costuma chamar de surfista de alma, se dedicando a buscar picos remotos a serem surfados em pranchas alternativas com muito estilo. No filme “The Notes in Between”, lançado recentemente por seu patrocinador em comum, a marca australiana de roupas de borracha needessentials, os dois são exibidos pescando e surfando, sendo que Torren Martyn encara Shipstern Bluff numa biquilha.

É isso mesmo que você leu, Martyn dropa o sinistro pico gelado, localizado nos confins da Tasmânia numa biquilha, que costuma ser seu veículo de surf preferido para a maioria das situações, mas certamente não o esperado para o slab mutante. Com fama de não terem a mesma pegada em tubos que as triquilhas, quadriquilhas e até as monoquilhas do passado, a impressão é de que surfar Shipstern numa biquilha seria adicionar ainda mais perigo a uma situação que já é de alto risco.

Mas o que se vê no filme é que o resultado da ousadia acaba por desmistificar esse tabu, com Torren botando para dentro de cavernas tenebrosas e conseguindo achar a saída sem maiores problemas. Claro que se tratam de biquilhas shapeadas especialmente para esse tipo de onda, com um comprimento maior e ajustes no volume, fundo e bordas que facilitam a prancha grudar no interior das buraqueiras de Shipstern. Imagens de Torren em Shipstern já haviam sido veiculadas em outras produções, mas essas certamente impressionam.

Assim como as filmagens de Laurie Towner, que aparece nas maiores bombas, superando degraus líquidos aparentemente impossíveis de serem transpostos, para se entocar em tubos gigantes. A maior diferença fica mesmo por conta do equipamento, já que Towner opta por um número maior de quilhas, apostando com sucesso na segurança extra que elas oferecem. De um jeito ou de outro, os dois amigos mostram muita categoria numa das ondas mais temidas do planeta.

Ao contrário do que possa parecer pelo que foi contado até agora, o filme não é focado em ação apenas, nem somente em ondas que fazem o coração sair pela boca. Na verdade, o contexto se trata de um conversa entre dois amigos durante uma pescaria para garantir o almoço do dia. Enquanto vão pescando, e falando da vida e das ondas, imagens dos dois surfando em diferentes picos são exibidas ao som de uma trilha sonora cuidadosamente selecionada, que se encaixa com perfeição ao clima mais intimista de boa parte das cenas. Tem belas paisagens, flora e fauna nativas da Austrália, e até manobras modernas executadas numa ancestral alaia. São aquelas “notas intermediárias” que dão sustento à grandiosidade da sinfonia.

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