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Quero reanimar um afogado. E agora?



Na última semana, o bodyboarder Guilherme Tâmega foi herói em Pipeline, North Shore de Oahu, Hawaii, após ajudar no resgate de um bodyboarder que apagou dentro d’água, durante uma session – leia a matéria aqui e assista ao vídeo. Em situações como essa, cada segundo vale muito. E mesmo não sendo salva-vidas profissional (apenas esses estão aptos para realizar salvamentos), você pode ajudar. Confira a seguir a matéria publicada na HARDCORE #291, que dá valiosas dicas para evitar o pior dentro d’água.


Texto Alexandre Versiani / Arquivo HC

A frente fria chega com fortes rajadas de vento, chuva, correnteza e ondas assustadoras. A bandeira “PERIGO” indica que o mar não está para brincadeira. A praia, lotada no fim de semana, já não conta com mais ninguém – exceto por um ponto preto, distante no outside, que, ignorando os alertas da Defesa Civil, desafia o swell como se fosse o último.

Surfistas encaram qualquer adversidade e, por isso, têm que estar preparados para todas as situações. Mas, entre todos os perigos no mar, perder a consciência – seja por um mal súbito ou uma forte pancada na cabeça – é o mais ameaçador.

“Quando isso acontece, a pessoa começa a se afogar e tem entre 4 e 6 minutos antes de as células do cérebro começarem a ser destruídas”, conta o big rider e bombeiro Marcos Monteiro, que em 2012 protagonizou o resgate heroico de Aldemir Calunga em Puerto Escondido, no México. “O ideal é que o resgate seja feito antes desse período. A partir daí, caso a vítima seja resgatada e reanimada, provavelmente vai haver algum tipo de sequela”.

No final deste ano, o assunto voltou à tona após o salvamento dramático de Maya Gabeira em Portugal, realizado por Carlos Burle, que é treinado para este tipo de situação. Pouco depois, o americano Kirk Passmore, que surfava sem colete no outer reef de Alligators, morreu afogado durante o primeiro swell da temporada havaiana.

Somente salva-vidas e socorristas com treinamento especializado estão aptos a realizar todas as etapas de um resgate, mas segundo David Szpilman, diretor médico da Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), há maneiras de prevenir ou auxiliar o trabalho destes profissionais caso alguém esteja se afogando.

“Atitudes simples como observar o mar por alguns minutos antes de entrar, verificar se o estrepe (leash) está em boas condições ou se há algum perigo no local como pedras e recifes já ajudam a evitar o afogamento, que é a maior causa de morte entre os surfistas”, afirma. “Além disso, evite a qualquer custo o trauma na cabeça. Este é o único tipo de trauma que pode matá-lo durante o surf”, complementa Szpilman.

Criada em 1995, a Sobrasa nasceu com o objetivo de reunir profissionais da área e atualizá-los sobre novas técnicas de salvamento, além de promover cursos de capacitação para pessoas comuns. Uma cartilha divulgada pela entidade ensina como uma pessoa comum deve proceder durante um afogamento.

“O primeiro passo é verificar se a pessoa está consciente ou não. Depois, aproximar-se pelo local mais seguro, sair parcialmente da prancha e colocar a vítima sobre ela, virando o bico para a areia e acelerando o resgate”, recomenda a Sobrasa, que adverte o surfista a chamar os Bombeiros pelo número 193 imediatamente em qualquer emergência.

Para Marcos Monteiro, os cursos de primeiros socorros deveriam ser matéria obrigatória nas escolas. “Qualquer pessoa pode se tornar apta a fazer uma reanimação cardiopulmonar (CPR), desde que passe por treinamento específico. O surfista tem que estar sempre muito bem preparado”, ressalta o big rider.

Resumindo:

– Medidas simples podem evitar o afogamento, como observar o mar alguns minutos antes de entrar ou verificar se o estrepe (leash) está em boas condições.

– O único trauma que pode matar durante o surf é a pancada na cabeça, por isso proteja a área e evite a qualquer custo bater a cabeça na prancha ou no fundo.

– Qualquer pessoa pode se tornar apta a fazer um salvamento, desde que passe por treinamento específico ou de primeiros socorros.

– Se o afogamento acontecer, o que um “leigo” no assunto pode fazer é iniciar o resgate da melhor maneira possível antes da chegada de um profissional.

– Chamar sempre o Corpo de Bombeiros pelo número 193 e aguardar as orientações do profissional.

Se Liga:

– A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático realiza frequentemente cursos de capacitação para o resgate na água. Para ficar por dentro dos horários e datas, acesse sobrasa.org.

 

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