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Presidente da CBSurf bate de frente com WSL

Em participação no podcast Surf 360º que foi ao ar na última sexta-feira (28), Teco Padaratz, atual presidente da Confederação Brasileira de Surf – CBSurf fez duras críticas à WSL.

Segundo Padaratz, a falta de diálogo com a WSL tem sido um obstáculo para os planos da confederação brasileira para consolidação de seu circuito nacional, o Dream Tour (que ironicamente era um nome usado pela liga mundial de surf).

Oferecendo uma premiação de R$ 40 Mil aos campeões de cada etapa, o campeonato brasileiro da CBSurf, segundo o atual presidente, estaria atraindo cada vez mais competidores do circuito mundial. Teco chega a afirmar que há um atleta do CT que estaria pensando em abandonar o Tour para competir no Dream Tour, para ficar ‘mais perto de casa’.

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Para efeito de comparação, de acordo com o livro de regras da WSL, campeões de etapas do Challenger Series (CS) e Qualyfing Series (QS), divisões de acesso da liga, recebem US$ 20 Mil por etapa, mas no caso dos QS, há uma regra permitindo que o valor da premiação seja determinado por cada região onde o circuito é realizado e de acordo com o status do evento que pode variar de QS 1000 a QS 5000. Além disso, as taxas de filiação, seguro obrigatório e inscrição por etapa cobradas pela liga, somadas aos custos de uma viagem internacional, tornam a empreitada bastante onerosa para o competidor brasileiro.

Teco então diz aos entrevistadores, Thiago Blum e Mauricio Ferreira Jr., que um dos objetivos do campeonato brasileiro é o de oferecer aos surfistas profissionais do Brasil a possibilidade de construírem uma carreira e, inclusive, ganharem “fôlego para competir no circuito mundial”.

No entanto, o atual presidente da CBSurf se revela frustrado com a falta de interesse da WSL em estabelecer um diálogo: “Abrimos a comunicação, tentei muito, mas não consegui, falhei”, diz Teco Padaratz que, no entanto, pondera: “Mas eu fiz a minha parte”. Ele continua nessa linha de raciocínio dizendo que “Prefere pensar que não fez a direto sua parte do que ficar ‘apontando o dedo’”.

Teco reforça que a CBSurf não proíbe nenhum atleta ou comentarista de mencionar o nome da WSL em eventos nacionais, mas a mesma conduta não é seguida pela liga mundial de surf. “Então, qual é a insegurança?”, pergunta.

Usando palavras fortes, como um suposto “repúdio à CBSurf”, Padaratz acusa a WSL de marcar etapas em datas próximas às etapas do campeonato brasileiro, algo que prejudica a divulgação dos eventos nacionais, que passam a “competir” por espaço na mídia com etapas do circuito mundial, além de comprometer a logística de surfistas que disputam circuitos de acesso da liga, como os Qualifying Series (QS), e o Dream Tour, quando realizados no mesmo período. Além disso, atletas do CT não podem disputar outros eventos sem autorização prévia.

Eles (WSL) marcam eventos em cima das nossas datas e não atendem nossos telefonemas. Os atletas ligam para nós, questionando a nossa ‘inflexibilidade’”, lamenta Teco.

Ele continua: “É bom que todos os atletas saibam, por que a gente já mudou etapa pra caramba de lugar por causa disso”.

Assista ao trecho da entrevista de Teco:

Assista ao podcast na íntegra:

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