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Pauline Menzcer, campeã mundial em 1993, é finalmente recompensada

Campeã mundial em 1993 e um dos temas do filme muito aguardado Girls Cant Surf, que estreará em março, a australiana Pauline Menzcer tem uma história de vida marcada por superações.

Ao longo da sua carreira como competidora, por medo de ataques homofóbicos, Menczer escondeu a sua orientação sexual, omitindo que a sua “treinadora” era, na realidade, sua namorada.

Criada pela mãe após perder tragicamente o pai, um motorista de taxi que foi assassinado, a atleta era uma das poucas meninas que surfava em Bondi Beach e pagou um preço alto por isso.

Para conseguir um lugar no line-up dominado por homens, Pauline sofreu todo tipo de abuso, inclusive sexuais.

Mas suas dificuldades não se restringiam à disputa por ondas. “Masculina demais” para os padrões da época, vendia rifas, roupas que importava e velharias que encontrava nas ruas, para conseguir competir.

Quando estava quase desistindo, aos 23 anos, veio a redenção ao vencer o campeonato mundial.

Para conquistar esse título, Pauline precisou lutar contra uma artrite reumatoide que por vezes a colocava em uma cadeira de rodas.

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Essa conquista, contudo, foi subvalorizada. É que no ano de 1993, ao contrário dos homens, a campeã mundial ganhou apenas um troféu quebrado (não havia prêmio em dinheiro para as mulheres).

Mais tarde, sem apoio e lutando contra tudo e contra todos, a atleta desistiu da carreira de surfista profissional.

Porém, ano passado, as notícias sobre a produção de Girls Cant Surf e a crescente luta do surf feminino por maior representatividade, trouxeram à tona a história de Pauline Menzcer.

Nos últimos anos ela vem ganhando o pão de cada dia trabalhando como motorista de ônibus escolar e se diz satisfeita com sua vida.

Porém, com a divulgação do documentário, a prefeitura de Sidney, onde fica Bondi Beach, passou a ser pressionada para fazer uma estátua de Menczer, a primeira campeã mundial da cidade, na sua praia natal.

Além disso, uma campanha lançada na plataforma Go Fund Me, com o objetivo de reparar a injusta falta de premiação de 1993, arrecadou US$ 25 Mil para a atleta.

O ditado “antes tarde do que nunca” nunca foi tão verdadeiro.

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