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Nova torre olímpica em Teahupoo segue causando polêmica

A controvérsia em torno da nova torre de julgamento em Teahupoo para os Jogos Olímpicos de Paris 2024 continua sem solução. A recente decisão do Comitê Olímpico de Paris de reduzir a estrutura original de US$5 milhões, 14 toneladas, com capacidade para 40 pessoas, para uma nova torre menor e mais simples não parece ter acalmado os ânimos dos locais.

Os residentes de Papeete, no Taiti, expressaram sua insatisfação com a proposta revisada, argumentando que a torre de madeira existente é segura, adequada e sustentável o suficiente para sediar a disputa de surf durante os Jogos Olímpicos. Para justificar a tese, Mati Hoffmann, um dos construtores da torre instalada em 2003, garante que a estrutura segue intacta.

O principal motivo da insatisfação é a necessidade de destruir o recife de corais para a construção de novos alicerces da estrutura. Os moradores alegam que isso causará um impacto negativo no ecossistema local, que já é frágil.

Em um novo vídeo publicado no Instagram, o surfista taitiano Matahi Drollet, um dos principais líderes das manifestações contra a nova torre, afirma que o COI está “mentindo” sobre os impactos ambientais do projeto. Ele diz que o estudo que o COI usa para justificar a construção da nova torre nunca foi compartilhado com os moradores.

Titouan Bernicot, CEO da Coral Gardeners, uma ONG que tem como objetivo restaurar os corais da região, enfatizou que a nova torre deve degradar o local. “Certamente terá um impacto no ecossistema Teahupoo. É difícil prever as consequências, mas é certo que haverá impacto”.

Drollet também desmentiu a declaração da prefeita de Paris, Anne Hidalgo, de que as manifestações em Teahupoo foram violentas, afirmando que o movimento é, na verdade, pacífico e movido pela preocupação com a preservação da natureza.

O COI, por sua vez, mantém a posição de que a nova torre é necessária para garantir a segurança dos atletas e a longevidade do evento. A organização afirma que a construção da torre será realizada de forma sustentável, com o uso de técnicas que minimizem o impacto no recife de corais.

O onze vezes campeão do mundo, Kelly Slater, também se manifestou contra a construção da nova torre. Slater diz que não faz sentido gerar um risco ambiental para um evento de apenas dois dias. Ele sugere que o COI use os alicerces da torre de madeira existente para a construção da nova torre.

As Olimpíadas de Paris 2024 serão realizadas entre os dias 26 de julho e 11 de agosto. O surf será disputado em Teahupoo, entre os dias 27 e 30 de julho.

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