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Laird Hamilton afirma em podcast que já surfou ondas de 100 pés

O surfista de ondas gigantes, Laird Hamilton, afirmou durante um episódio recente do podcast The Shawn Ryan Show que já surfou ondas de 100 pés. Segundo o havaiano Hamilton, no dia em questão, que teria ocorrido anos atrás num pico isolado de Maui, não havia ninguém documentando as ondas em imagens, apenas ele e seus amigos como testemunhas presentes.

A declaração levanta dúvidas, deixando espaço para questionamentos sobre a falta de evidências visuais além do relato pessoal do próprio surfista. O vídeo com a declaração de Hamilton foi compartilhado no Instagram.

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“Eu sei que pegamos ondas de 100 pés. Eu estava com meus amigos que assistiram tudo. E nós sabemos que pegamos ondas de 100 pés.

Mas o que aprendi naquele dia foi que você não pode descer em uma onda de 100 pés se for realmente uma onda de 100 pés, porque a quantidade de velocidade que a água tem não permite que a prancha desça. A velocidade da onda e a quantidade de volume de água subindo pela face não permitem que você desça. Você descerá, mas cairá. Eu caí em uma onda. Provavelmente uma onda de 80 pés, talvez maior.

Fomos atropelados por uma onda gigante. Fomos aniquilados. Estávamos tentando fugir de uma onda de 80, 100 pés que nos atropelou como um trem de carga. Em uma única onda, fui lançado provavelmente mais que um campo de futebol, no mínimo.

Meu amigo estava quase inconsciente. Toda a parte de trás da perna dele foi destruída. Eu estava usando uma roupa de borracha. Usei minha roupa como torniquete na perna dele e depois tive que nadar pelado até um jet ski. O jet ski estava flutuando a cerca de meia milha de distância de nós. Levei-o até a praia, coloquei-o em uma ambulância e depois voltamos para o mar novamente”, contou.

A busca pela onda de 100 pés é um tema recorrente no mundo do surf de ondas gigantes, e esse desafio extremo tornou-se inclusive a história de um documentário premiado da HBO, intitulado “100 Foot Wave”. A série explora a odisseia de uma década do havaiano Garrett McNamara, em sua busca da tão sonhada bomba de 100 pés.

A narrativa inicia-se em Nazaré, Portugal, em 2011, quando McNamara coloca a pequena vila de pescadores como o epicentro do surf de ondas gigantes. Ao longo dos anos, ele estabelece recordes e contribui para a ascensão da Praia do Norte como um destino global para o big surf.

Em 2011, pela primeira vez, o pico português entrou para o recorde de maior onda surfada no mundo, quando McNamara pegou uma onda de 78 pés (23,77 metros) em 1 de novembro.

No entanto, seu recorde foi posteriormente superado pelo brasileiro, Rodrigo Koxa, que surfou uma onda de 80 pés (24,38 metros) em 2017, ultrapassando a marca do havaiano por 61 centímetros.

Com quase dois metros a mais, o alemão Sebastian Steudtner assumiu o título do Guiness Book em 2022 com uma onda de 86 pés (26,21 metros) surfada em outubro de 2020.

Precisar o tamanho das ondas surfadas é comumente causa de debate no universo do surf. Muitas vezes ocorre um certo exagero nas avaliações, impulsionado pelo desejo de construir uma narrativa mais grandiosa e épica em torno das experiências. Além disso, a medição precisa de ondas gigantes é um processo complexo, indo além da capacidade de observação a olho nu. Os próprios resultados do Guiness Book são desacreditados por muitos dos surfistas de ondas grandes.

Portanto, será que Hamilton realmente encarou ondas de 100 pés, ou seria isso uma projeção do seu próprio ego, que de pequeno não tem nada?

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