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Israel Barona, um dos melhores surfistas equatorianos, morre aos 34 anos

A comunidade do surf da América Latina está de luto com a notícia da morte do surfista equatoriano Israel Barona na última terça-feira (31). Aos 34 anos, Barona, que era considerado um dos melhores atletas do país, perdeu a vida de forma inesperada em El Salvador, onde se encontrava para participar de um campeonato.

Xavier Aguirre, ex-presidente da Federação Equatoriana de Surf e atual vice-presidente da organização Panamericana do esporte, compartilhou detalhes sobre as últimas horas de Barona. Em entrevista exclusiva com EXPRESO, um dos principais veículos do Equador, Aguirre revelou que o surfista estava acompanhado por sua família e amigos em um hotel na praia de El Zonte, La Libertad, El Salvador, quando a tragédia ocorreu. Barona havia jantado com sua esposa Marie, uma surfista canadense, e seu filho Tiago, antes de apresentar problemas respiratórios e convulsões após deitar-se.

A situação se agravou rapidamente, e apesar dos esforços da esposa para prestar assistência, a distância do hospital mais próximo, cerca de 45 minutos de distância, impediu qualquer intervenção eficaz. As autoridades locais confirmaram o falecimento de Barona, deixando a todos surpresos e consternados.

“O Comitê Olímpico Equatoriano expressa a sua mais profunda nota de pesar com a morte do surfista Israel Barona Matute, irmão do membro proeminente da equipe do Equador, Dominic Barona. Que Nosso Senhor dê conforto para sua família, amigos e colegas neste momento difícil”, publicou o Comitê Olímpico Equatoriano (COE) em suas redes sociais.

Aguirre, que conhecia Barona desde a infância, descreveu o atleta como uma pessoa saudável, sem histórico de problemas médicos. Ele especulou sobre possíveis causas, como alergias ou picadas de insetos presentes nas praias de El Salvador, mas ressaltou que a causa exata do falecimento ainda é desconhecida.

Israel Barona estava em El Salvador para se preparar e competir no torneio da Associação Latinoamericana de Surf (Alas) do país, seguido pelo evento na Guatemala. Seu objetivo era acumular pontos para o Mundial de Surf de Porto Rico 2024, que oferecia a chance de qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Infelizmente, esse sonho foi interrompido de maneira trágica.

Sua irmã, Mimi Barona, também surfista profissional e a primeira equatoriana a representar o país nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, expressou sua dor nas redes sociais: “Arrancaram meu coração e minha alma. Maninho Isra, eu te amo e sinto sua falta… O pior pesadelo da minha vida”.

O corpo de Israel Barona foi velado em El Salvador, enquanto a Embaixada equatoriana no país trabalha para realizar a repatriação entre esta quinta-feira (2) e a sexta-feira (3). Laura Donoso, funcionária principal da embaixada, revelou que as autoridades salvadorenhas estão colaborando para garantir a rápida conclusão dos procedimentos necessários.

A perda de Israel Barona deixa um vazio no mundo do surf equatoriano, e a comunidade lamenta a partida prematura de um talento tão promissor.

+ A esperança dos surfistas pela paz em Gaza

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