Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, a Boardriders, dona das marcas Billabong e Quiksilver, está sendo processada por seus investidores.

O motivo da celeuma foi um pacote de financiamento de resgate de US$ 431 milhões que, segundo os investidores, favoreceu um grupo seleto de credores.

Além disso, outro grupo de investidores, Oaktree Capital Management LP, também teria se beneficiado com a operação.

Assim sendo, a Boardriders, por sua vez, ofereceu direitos adicionais sobre empréstimos já recebidos.

Dessa forma, alegando favorecimento indevido, investidores como a Intermediate Capital Group PLC e a York Capital Management, acionaram a Suprema Corte de Nova Iorque, contestando um acordo de financiamento que, com efeito, forneceu à dona das marcas Billabong e Quiksilver US$ 110 milhões em capital novo.

A reportagem aponta que o procedimento, adotado para reestruturação de dívidas e aumento de liquidez, estaria por trás da manobra que acabou beneficiando poucos investidores.

Sediada em Huntington Beach, Califórnia (EUA), a Boardriders estaria enfrentando dificuldades financeiras, como boa parte das empresas de varejo, por conta dos efeitos da pandemia de Covid-19.

Dona da marca Quiksilver, a empresa adquiriu a Billabong em 2018.