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Críticas ao julgamento da WSL se ampliam além das fronteiras brasileiras

Ainda que a WSL finja que não há nada de errado e a boa parte da imprensa especializada estrangeira tente vender a imagem de que somente a torcida brasileira protesta contra o sistema de julgamento das competições do circuito mundial, as redes sociais apontam para outra direção.

Basta olhar as postagens da própria WSL e verificar nos comentários. É nítido que existe cada vez mais gente de todos os cantos do mundo protestando contra o sistema de julgamento da liga mundial e apontando para o fato que normalmente determinados surfistas saem prejudicados nessas situações.

Algumas criticas são bem pesadas e passionais e, ironicamente, boa parte vem de havaianos, que no passado traziam muitos problemas para os brasileiros no line up de lugares como Pipeline.

criterio de julgamento WSL
No detalhes, comentários de Tamayo Perry e Liam Macnamara. Foto: Reprodução

Tamayo Perry, local casca grossa de Pipeline que nos anos 1990 não dava brecha para ninguém em seu home breack, escreveu nos comentários de uma postagem sobre a competição em Bells Beach: “Gabriel Medina poderia ser facilmente o maior surfista competitivo desde Kelly Slater, mas por ser brasileiro, ele acaba sendo rebaixado nessa corrida”, desabafa o havaiano, dizendo que ele seria facilmente seis vezes campeão do mundo se a liga fosse justa em seus julgamentos de bateria.

Nos últimos anos o julgamento de surf tem sido ridículo e sinto que os brasileiros sofrem os piores julgamentos”, escreveu Lian Macnamara, outro local de Pipe dos anos 1990 conhecido por não “aliviar” no line up.

Vale lembrar que no início desse ano, o australiano Barton Lynch, campeão mundial de 1988 e ex comentarista da WSL declarou em entrevista ao podcast de Rico de Souza que ao longo dos anos, trabalhando como comentarista, notou notas inconsistentes em relação à qualidade do surf de Gabriel Medina: “Estava assistindo às baterias e isso (notas estranhas) aconteceu com Gabriel Medina algumas vezes”, declarou.

Não se trata, contudo, de acreditar que exista algum tipo de ação deliberada contra surfistas brasileiros por parte da WSL, contudo, a falta de clareza no critério de julgamento e inconsistências que fazem com que uma mesma manobra receba notas tão diferentes em uma mesma competição, levanta questões que precisam ser debatidas de frente e com coragem.

Fingir que não há nada de errado como sege fazendo a WSL, apoiada por alguns sites especializados estrangeiros, não irá resolver a questão e isso fica cada vez evidente para surfistas de todo mundo, não só os brasileiros.

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